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Hoje é Sábado, 14 de Fevereiro de 2026.
O Brasil inicia 2025 com uma agenda diplomática desafiadora. Entre os principais pontos estão as tensões com Nicolás Maduro, na Venezuela, e Javier Milei, na Argentina, além do retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Paralelamente, a presidência rotativa dos BRICS e a organização da COP30, em Belém, prometem colocar o país sob os holofotes globais.
A posse de Nicolás Maduro, marcada para 10 de janeiro, evidencia o distanciamento entre Brasil e Venezuela, agravado por questionamentos à transparência eleitoral venezuelana. Apesar disso, o governo brasileiro será representado pela embaixadora em Caracas, mantendo sua postura de mediação regional.
Na Argentina, o governo de Javier Milei, que assumiu a presidência rotativa do Mercosul, traz novos desafios. A relação com o Brasil, essencial para ambas as economias, enfrenta tensões pessoais entre os líderes, mas continuará sendo vital para o bloco econômico.
Já nos Estados Unidos, a posse de Trump, prevista para 20 de janeiro, poderá intensificar atritos comerciais e diplomáticos. A postura assertiva do Brasil na política internacional contrasta com a visão de Trump, que busca relações bilaterais mais alinhadas a interesses americanos.
Enquanto isso, o Brasil lidera a presidência dos BRICS, com foco em agendas como a redução da dependência do dólar no comércio internacional, um ponto sensível para os EUA.
Em meio aos desafios, a realização da COP30, em novembro, representa uma oportunidade para o Brasil se destacar globalmente. A conferência, realizada em Belém, poderá fortalecer o protagonismo do país em questões ambientais, caso apresente avanços significativos nas discussões climáticas.
