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Hoje é Sábado, 14 de Fevereiro de 2026.
O ano de 2024 se encerra com um cenário econômico desafiador para o Brasil, refletido em indicadores negativos que podem ter um impacto prolongado nos próximos 365 dias. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, terminou o ano com uma queda de quase 10% nos últimos três meses, marcando o pior trimestre desde a crise financeira global de 2008. Esse desempenho negativo é resultado de um cenário fiscal interno deteriorado, levando investidores a retirarem R$ 33 bilhões da B3 nos últimos 12 meses. Em termos de valor de mercado, as empresas listadas na bolsa brasileira perderam US$ 290 bilhões, fazendo com que o Ibovespa ficasse atrás de quase todos os índices primários de ações, com exceção dos da Letônia e do México.
Além disso, o real sofreu uma desvalorização de 21% frente ao dólar americano, tornando-se a moeda mais fraca entre as 31 principais moedas globais. A intervenção histórica do Banco Central, que gastou cerca de US$ 20 bilhões em reservas cambiais para tentar controlar a queda, não foi suficiente para reverter a situação. Como resultado, o dólar encerrou o ano em R$ 6,17, uma alta de 27% desde janeiro.
O déficit fiscal do Brasil também se aprofundou, atingindo 9,42% do PIB, o que representa quase o dobro do índice registrado em 2019. A dívida bruta subiu para 78,20% do PIB, refletindo a dificuldade do governo em equilibrar as contas públicas. Para completar o quadro negativo, as estatais do país registraram um prejuízo histórico de R$ 9 bilhões entre janeiro e novembro, o maior desde o início da série histórica em 2002. Esses dados refletem uma gestão pública que ainda enfrenta grandes desafios fiscais e financeiros.
Com esses resultados, o Brasil encerra 2024 com um panorama econômico instável, cujos efeitos deverão reverberar ao longo de 2025 e além. (Informações The News)
