|
Hoje é Sábado, 14 de Fevereiro de 2026.
Nesta segunda-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com Gabriel Galípolo no Palácio da Alvorada para formalizar sua posse como presidente do Banco Central (BC). A cerimônia marca a transição de Galípolo, que assume o cargo em 1º de janeiro, sucedendo Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após o encontro, que contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Lula assinou o reajuste do salário mínimo, que em 2025 será de R$ 1.518, seguindo a nova regra de crescimento acima da inflação, com um aumento previsto de R$ 106.
Galípolo recebeu de Lula a promessa de ser o presidente do BC com maior autonomia já concedida. Em vídeo divulgado no dia 20 de dezembro, o petista reforçou sua confiança no indicado e destacou a importância do cargo. "Tenho certeza de que, pela sua qualidade profissional, você dará uma lição de como se governa o Banco Central com verdadeira autonomia", afirmou Lula.
Durante o governo, Lula criticou Roberto Campos Neto, especialmente em relação à política monetária, como a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 12,25%. O presidente acusou Campos Neto de adotar um "lado político" e de trabalhar contra os interesses do país, mas prometeu uma gestão mais alinhada com as diretrizes econômicas do governo com Galípolo à frente do BC.
