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Hoje é Sábado, 14 de Fevereiro de 2026.
Os deputados sul-coreanos aprovaram neste sábado (14) o impeachment do presidente Yoon Suk Yeol, em resposta ao controverso decreto de lei marcial revogado horas depois de sua emissão. A decisão foi impulsionada pelo Partido Democrata, principal força de oposição, que mobilizou 204 votos favoráveis na Assembleia Nacional, superando os 200 necessários para a aprovação.
Com a medida, Yoon será afastado do cargo, e o primeiro-ministro Han Duck-Soo assumirá a presidência interina. O caso será encaminhado ao Tribunal Constitucional, que tem até seis meses para decidir sobre a validade do impeachment. Caso confirmada a destituição, uma nova eleição presidencial será convocada em até 60 dias.
A aprovação ocorre após semanas de turbulência política desencadeada pelo decreto de lei marcial em 3 de dezembro, o primeiro em mais de 40 anos. A medida, que limitava direitos civis, censurava a imprensa e subordinava o governo às normas militares, foi amplamente criticada como uma tentativa de golpe. Apesar de sua revogação horas depois, o decreto gerou forte reação nacional e internacional.
Yoon justificou a medida como uma resposta a movimentos pró-Coreia do Norte, mas reconheceu o erro, pedindo desculpas públicas. A crise levou a uma série de pedidos de renúncia e aprofundou a polarização no país.
A situação também chamou a atenção de aliados da Coreia do Sul, como os Estados Unidos e o Reino Unido. Ambos expressaram preocupação com a declaração da lei marcial e defenderam uma solução pacífica para o impasse.
