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Hoje é Sábado, 14 de Fevereiro de 2026.
Durante a sessão plenária desta quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o deputado João Henrique (PL) utilizou a tribuna para criticar a condução da assembleia geral da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), realizada no dia anterior no Palácio Popular da Cultura. O evento terminou em protestos, sem aprovação de mudanças no estatuto da entidade. Segundo João Henrique, a reunião foi marcada por diversos problemas, como falhas na pauta, revista de participantes e até uma falha elétrica que adiou a apresentação. Ele destacou a insatisfação de servidores, especialmente aqueles que viajaram longas distâncias e foram tratados de forma inadequada.
Em sua fala, o deputado também pediu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos da Cassems, citando a falta de transparência na prestação de contas e os R$ 60 milhões de recursos públicos destinados à instituição. “A diretoria não entrega contratos, as notas fiscais. Isso é dinheiro público e precisa ser auditado”, enfatizou João Henrique, questionando a gestão da telemedicina e sugerindo que os servidores possam votar à distância para aumentar a legitimidade das decisões.
A deputada Gleice Jane (sem partido), também presente na sessão, usou a palavra para defender a Cassems como um modelo de saúde único no Brasil, mas apontou a necessidade de debates mais amplos sobre a saúde preventiva.

Ela sugeriu a criação de um fórum permanente para discutir o modelo de saúde e afirmou que a política pública deve ser mais voltada para a prevenção, em vez de apenas tratar doenças. Gleice criticou a ausência de especialistas médicos e a falta de políticas públicas adequadas, afirmando que o episódio ocorrido na Cassems é um reflexo do sistema de saúde falho. "O modelo precisa ser repensado, precisamos trabalhar na prevenção", concluiu a deputada.
