|
Hoje é Domingo, 15 de Fevereiro de 2026.
O mês de dezembro é marcado pela mobilização nacional no combate ao HIV, à Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), com destaque para o Dezembro Vermelho. Em Mato Grosso do Sul, a data foi oficialmente incorporada ao Calendário de Eventos do Estado pela Lei 5.684/2021, promovendo ações de conscientização e prevenção.
O autor da legislação, deputado Zé Teixeira (PSDB), que também ocupa o cargo de 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), alertou sobre a necessidade de intensificar a mobilização, especialmente entre os jovens. "Infelizmente, a conscientização sobre o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis tem diminuído. A introdução de novas terapias fez com que muitos, principalmente os jovens, deixassem de se preocupar com os riscos da infecção", comentou.
O Boletim Epidemiológico de 2023 do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) revelou que o Brasil tem registrado, em média, 35,9 mil novos casos de Aids por ano nos últimos cinco anos. Embora tenha havido uma redução no coeficiente de mortalidade por Aids, que caiu de 5,5 para 4,1 óbitos por 100 mil habitantes na última década, Mato Grosso do Sul apresentou um índice superior ao nacional, ocupando o sétimo lugar no ranking em 2022, com 5,1 óbitos por 100 mil habitantes.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), em 2022 o Estado registrou 181 óbitos por Aids, número que caiu para 178 em 2023, e até o momento em 2024 foram registradas 157 mortes. "Embora as mortes por Aids tenham diminuído nos últimos dez anos, mais de 30 pessoas ainda morrem por dia no Brasil. É crucial continuar alertando sobre a prevenção, como o uso de camisinha, que previne não só o HIV, mas também outras doenças e gravidez indesejada", reforçou Zé Teixeira.
Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 10.936 pessoas vivendo com HIV que recebem tratamento pelo Sistema de Saúde Estadual. Em 2022, o Estado ocupou o oitavo lugar no ranking nacional das taxas de detecção de Aids, com 21,5 casos por 100 mil habitantes.
Em relação aos novos casos de Aids, o Estado registrou 310 em 2022, 365 em 2023, e até agora, em 2024, já são 321 novos casos. O deputado Zé Teixeira ressaltou a importância do diagnóstico precoce, que pode aumentar significativamente a expectativa de vida de quem vive com o HIV. "O diagnóstico é simples e rápido. Pode ser feito nas unidades de saúde e o resultado fica pronto em 30 minutos", explicou.
