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Hoje é Domingo, 15 de Fevereiro de 2026.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, condenou veementemente o atentado ocorrido nas proximidades da Corte, que resultou na morte de um homem após a explosão de uma bomba. Em seu pronunciamento, Barroso destacou a necessidade de pacificação política no Brasil, mas também enfatizou a importância de punir rigorosamente aqueles que atacam a democracia.
O ministro alertou para a ameaça crescente de uma visão autoritária que busca deslegitimar as instituições democráticas, promovendo a intolerância, violência e desinformação. "A gravidade do atentado de ontem nos alerta para a preocupante realidade que persiste no Brasil: a ideia de aplacar e deslegitimar a democracia e suas instituições", declarou Barroso. Ele também relacionou o incidente à escalada de ações golpistas nos últimos anos, citando desde as ameaças de 2021 contra ministros do STF, feitas pelo ex-deputado Daniel Silveira, até os atos violentos de 8 de janeiro de 2023.
Barroso lamentou que algumas pessoas tentem "naturalizar o absurdo" e defender o perdão de quem atenta contra a democracia, sem antes garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos. O atentado desta quarta-feira (13) ocorreu quando o agressor, munido de explosivos, atirou contra a estátua da Justiça em frente ao STF. Ele morreu após um dos seus próprios explosivos detonar.
O ministro Gilmar Mendes, também do STF, condenou o atentado e afirmou que a ação de ontem não foi um caso isolado. Segundo Mendes, o extremismo e a intolerância que culminaram no ataque à sede dos Poderes da República em 8 de janeiro de 2023 foram alimentados por discursos e políticas do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. "A ideologia que inspirou a tentativa de golpe de Estado não surgiu subitamente. O ódio, o fanatismo político e a indústria de desinformação foram amplamente estimulados pelo governo anterior", disse Mendes, fazendo a conexão entre os atos de violência e a retórica do antigo governo.
O episódio levanta mais uma vez o debate sobre os riscos para a democracia no Brasil e a necessidade de uma resposta firme e coesa por parte das instituições para garantir a segurança e o funcionamento das estruturas democráticas. (Informações SBT News)
