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Hoje é Domingo, 15 de Fevereiro de 2026.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, se pronunciou nesta quinta-feira (14) sobre as explosões ocorridas na Praça dos Três Poderes na noite de quarta-feira (13), afirmando que o incidente é reflexo do "ódio político" que tem se intensificado no Brasil nos últimos anos. Moraes destacou que o episódio não pode ser tratado como um "fato isolado", mas sim como parte de um contexto mais amplo de radicalização e ataques às instituições democráticas.
Durante sua participação no VII Encontro Nacional do Ministério Público do Tribunal do Júri, em Brasília, o ministro afirmou: "Não podemos ignorar o que ocorreu ontem. O Ministério Público tem desempenhado um papel essencial no combate ao extremismo que, lamentavelmente, surgiu e se fortaleceu no Brasil nos últimos tempos. Precisamos continuar combatendo isso."
Moraes também apontou que, embora desejasse que o ocorrido fosse um ato isolado, o episódio está inserido em um ambiente de ataques contínuos às instituições do país. "Isso se iniciou quando o famoso 'gabinete do ódio' começou a disseminar discursos de ódio contra as instituições, especialmente contra o Supremo Tribunal Federal e contra a autonomia do Judiciário. As ameaças se intensificaram, com ataques pessoais aos ministros e suas famílias", explicou.
O ministro enfatizou ainda que essa retórica de ódio foi impulsionada por uma interpretação distorcida da liberdade de expressão. "Ofender, ameaçar, coagir... em nenhum lugar do mundo isso é liberdade de expressão. Isso é crime", afirmou.
Sobre o ocorrido, Moraes afirmou que a Polícia Federal e o STF devem assumir as investigações do caso. O ministro também mencionou que a responsabilização de criminosos é fundamental para a pacificação do país. "Não existe pacificação com anistia a criminosos. O criminoso anistiado é o criminoso impune, e a impunidade só gera mais agressividade, como vimos ontem", concluiu.
As autoridades seguem apurando as circunstâncias do ataque, que deixou a capital federal em alerta máximo. (Informações SBT News)
