Os vereadores de São Paulo aprovaram, nesta terça-feira (12), um reajuste de 37% em seus salários, em uma votação simbólica, ou seja, sem voto nominal, que durou apenas alguns minutos. A proposta de resolução, apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, prevê que os atuais R$ 18.991,00 de remuneração bruta dos parlamentares subam para R$ 24.754,79 a partir de janeiro de 2025 — um aumento de 30%. Em fevereiro, o valor será ajustado para R$ 26.080,98, totalizando um aumento de 37%.
O segundo reajuste ocorre porque o salário dos vereadores está vinculado ao dos deputados estaduais de São Paulo, que já aprovaram um aumento para o início de 2025.
A presidência da Câmara justificou a medida, destacando que o último reajuste salarial dos vereadores ocorreu em dezembro de 2016 e que, desde então, não houve correção. A justificativa também apontou que o aumento aprovado ficou abaixo da inflação acumulada entre janeiro de 2017 e outubro de 2024, que foi de 47,34%. Além disso, o reajuste respeita o teto salarial previsto pela Constituição.
Em um trecho do projeto, a presidência ressaltou que "a fixação pelo valor máximo permitido justifica-se diante do gigantismo de São Paulo, a maior cidade do Brasil, cujos problemas sociais, econômicos, políticos e culturais exigem dos vereadores envolvimento e dedicação proporcionais à responsabilidade do mandato que exercem."
Como a definição da remuneração dos parlamentares é competência exclusiva da Câmara Municipal, o reajuste não precisa ser sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). Assim que promulgado, o aumento passa a ter a mesma validade de uma lei ordinária