Após quatro dias de reuniões, o governo de Lula ainda não chegou a um consenso sobre os cortes no orçamento de 2026, adiando a apresentação do pacote de ajuste fiscal para a próxima semana. O governo havia prometido anunciar as medidas após as eleições municipais, mas, apesar da pressão do mercado financeiro, ainda não definiu o tamanho dos cortes, que podem chegar a R$ 50 bilhões.
Em reuniões recentes, Lula e ministros discutiram alternativas, incluindo ajustes em programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O ministro da Previdência, Carlos Lupi, alertou para o risco de pessoas que começaram a receber o BPC na pandemia continuarem a receber o benefício indevidamente. Lupi também ameaçou deixar o governo caso haja retirada de direitos dos trabalhadores.
Enquanto o mercado financeiro aguarda medidas, refletidas na alta do dólar e queda da bolsa, o presidente Lula tem resistido à pressão externa. Em entrevista, ele questionou se o Congresso e empresários aceitariam medidas mais duras, como a redução de emendas e subsídios, como parte do ajuste fiscal.
Entre os ministros que participaram das discussões sobre o orçamento estavam Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e outros. O governo ainda não se comprometeu a resolver a questão nesta sexta-feira (8).