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Hoje é Domingo, 15 de Fevereiro de 2026.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou, em entrevista à Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (6), que planeja solicitar autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para viajar aos Estados Unidos e participar da posse de Donald Trump, prevista para janeiro de 2025.
Bolsonaro, que teve seu passaporte retido e está impedido de deixar o Brasil devido à investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, afirmou que, se for convidado por Trump, fará a solicitação ao STF e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Se o Trump me convidar, eu vou peticionar ao TSE, ao STF. Agora, com todo o respeito, o homem mais forte do mundo... Você acha que ele vai convidar o Lula? Talvez protocolarmente", disse o ex-presidente, sugerindo que a relação com Trump poderia resultar em um convite exclusivo para ele.
Bolsonaro ainda expressou confiança de que seria o único político brasileiro convidado para a cerimônia de posse. "Quem vai convidar do Brasil? Talvez só eu. Ele [Alexandre de Moraes, ministro do STF] vai falar não para o cara mais poderoso do mundo? Eu sou ex-presidente. O cara vai arranjar uma encrenca por causa do ex?", completou. "Vou peticionar ao Alexandre. Ele decide", afirmou, referindo-se ao ministro do STF.
Pedidos de viagem negados
Durante a entrevista, Bolsonaro também revelou que teve três pedidos de viagem internacional negados pelo STF. O último pedido recusado foi para comparecer a uma reunião com Trump em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, onde o ex-presidente dos EUA e seus convidados acompanharam a apuração das eleições americanas na terça-feira (5). O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, esteve presente no evento, uma vez que mantém uma amizade próxima com Trump. Bolsonaro também mencionou que Gilson Machado, ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Embratur, e seu filho, estiveram na Flórida com o republicano.
Em sua fala, Bolsonaro destacou a relação amigável com Trump, comparando-a a uma "paixão" inesperada e ressaltando o respeito mútuo que havia entre eles. "Ele [Trump] me tem como uma pessoa que ele gosta, é como você se apaixona por alguém de graça, né? Essa paixão veio da forma como eu tratava ele, sabendo o meu lugar", afirmou o ex-presidente, enfatizando a importância da relação entre Brasil e Estados Unidos. Ele comparou ainda a proximidade entre os dois países à relação entre Brasil e Paraguai.
O futuro de Bolsonaro, no entanto, depende da decisão do STF sobre os pedidos de viagem, que continuam a ser analisados pelo poder Judiciário.
