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Hoje é Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026.
Após três semanas do primeiro turno, milhões de brasileiros em 51 cidades, incluindo 15 capitais, retornaram às urnas neste domingo para as eleições municipais. No entanto, a participação foi marcada por uma alta taxa de abstenção de 29%, a segunda maior da história, superada apenas pela eleição durante a pandemia.
Entre os 5.569 municípios do Brasil, os partidos PSD e MDB se destacaram, sendo os que mais elegeram prefeitos. Ambos os partidos também conquistaram o maior número de capitais, com cinco prefeitos cada. Confira nosso mapa interativo para mais detalhes.
Em relação às capitais, cinco delas tiveram viradas eleitorais, onde candidatos que lideraram no primeiro turno não conseguiram se manter na primeira posição no segundo turno.

Destaques das Capitais:
Fortaleza: A disputa mais acirrada aconteceu entre PT e PL, com o petista Evandro Leitão se elegendo com 50,38% dos votos, apenas 0,7% a mais do que André Fernandes. A diferença foi de 10,8 mil votos.
São Paulo: Com apoio de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes foi reeleito prefeito com 59,35% dos votos, superando Guilherme Boulos, que obteve 40,65%. A votação foi marcada por uma acusação do governador Tarcísio sobre o PCC orientando votos em Boulos, que, por sua vez, acionou a Justiça contra o governador e Nunes.
Belo Horizonte: Fuad Noman conquistou a reeleição com 53,73% dos votos, contando com o apoio de Lula e derrotando Bruno Engler, do PL, que teve 46,27% dos votos.
Porto Alegre: Sebastião Melo se reelegeu com 61,53% dos votos, confirmando seu favoritismo, enquanto Maria do Rosário obteve 38,47%.
Manaus: David Almeida também foi reeleito, recebendo 54,59% dos votos contra 45,41% de Capitão Alberto Neto.
Para uma análise completa dos resultados em todos os municípios, consulte a plataforma do TSE.
O Que Isso Significa?
Historicamente, as eleições municipais servem como um indicativo para as eleições presidenciais subsequentes. Com a derrota de Boulos em São Paulo, a esquerda pode enfrentar dificuldades em identificar um sucessor para Lula. Por outro lado, o apoio de Bolsonaro e Tarcísio se revelou valioso nas urnas.
Em Curitiba, por exemplo, Bolsonaro não pôde apoiar todos os seus candidatos preferidos, a fim de manter alianças firmadas por Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, o que evidencia as dificuldades do ex-presidente em algumas situações.
Desde 2016, as eleições municipais têm mostrado uma tendência do eleitorado em se inclinar para a direita, embora isso não tenha impedido Lula de voltar à Presidência em 2022. Agora, o partido busca um novo líder enquanto Bolsonaro permanece inelegível até 2030.
