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Lula assina novo acordo de Mariana e critica falta de prevenção: evitar a desgraça custaria menos

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Reprodução/SBT News Por: Editorial | 25/10/2024 14:59

Nesta sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou um acordo de R$ 170 bilhões para reparar os danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, ocorrido em 5 de novembro de 2015. Além do governo federal, o acordo conta com a participação dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, e das mineradoras Vale, BHP e Samarco, e foi homologado pela Justiça.

Durante seu primeiro evento público após um acidente doméstico no último sábado (19), Lula destacou que o desastre deve servir como uma lição para as mineradoras do país. Ele criticou a falta de investimentos em prevenção, enfatizando que evitar o desastre teria custado "infinitamente menos" do que os R$ 20 milhões que foram gastos posteriormente.

"Espero que as empresas mineradoras tenham aprendido: teria sido muito mais barato evitar o que aconteceu. O que ocorreu em Mariana e Brumadinho não foi resultado de mudanças climáticas, mas de pura irresponsabilidade com o povo da região", afirmou o presidente.

O novo acordo retoma um pacto de 2016 que havia sido considerado insuficiente para garantir a recuperação ambiental e a compensação das vítimas. Os R$ 170 bilhões incluem cerca de R$ 38 bilhões já gastos pela Fundação Renova, criada para implementar ações reparatórias, mas que recebeu críticas por sua falta de transparência.

“São R$ 38 bilhões gastos, mas não sabemos o destino desse dinheiro. É fundamental que a população tenha clareza sobre isso”, disse Lula.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também comentou sobre o acordo, afirmando que está corrigindo um "erro histórico". "A Fundação Renova, apesar de ser bem-intencionada, não trouxe resultados. A partir de agora, as obras acontecerão e as vidas das pessoas começarão a melhorar", afirmou Zema.

O novo acordo prevê que as empresas pagarão R$ 132 bilhões, dos quais R$ 100 bilhões são novos recursos a serem desembolsados em até 20 anos. Além disso, R$ 32 bilhões serão destinados a indenizações e ações reparatórias que continuarão sob a responsabilidade das mineradoras. O montante também considera os R$ 38 bilhões já alegados como gastos pelas empresas.

A barragem do Fundão era operada pela Samarco, uma joint venture controlada pela Vale e pela BHP Billiton.


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