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Deputados de MS denunciam falta de medicamentos e falhas no sistema de saúde em sessão da ALEMS

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Foto: Wagner Guimarães Por: Editorial | 24/09/2024 15:45

A falta de medicamentos para tratamento de câncer e a interrupção de sessões de quimioterapia foram alguns dos problemas destacados por deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) durante a sessão desta terça-feira (24). A questão foi levantada inicialmente pelo deputado Pedro Kemp (PT), que ressaltou a urgência em priorizar a saúde pública.

"Há cinco anos denunciamos a falta de medicamentos para o tratamento do câncer no Hospital Regional. Isso é inaceitável. Ou é incompetência na gestão ou é negligência, já que o Estado não é tão pobre assim para não ter recursos. Essa interrupção no tratamento é uma injustiça e uma violência contra os pacientes. Além disso, outros medicamentos e insumos estão em falta no Regional. Será que isso é uma estratégia para privatizar o setor?", questionou Kemp, citando um levantamento da Defensoria Pública Estadual que aponta quase 100 mil pessoas que acionaram a justiça em busca de tratamentos de saúde.

O deputado Zé Teixeira (PSDB) manifestou apoio às afirmações de Kemp, destacando a gravidade da situação. "Existem cirurgias que podem esperar e outras que não. Uma mulher com pedra no rim está tomando morfina porque o SUS não a atende, e o custo de uma cirurgia é de R$ 30 mil. Sem uma revisão no SUS, o sistema não funciona. O programa é bonito, mas de que adianta se não há acesso? É um absurdo ter que passar por isso para salvar vidas. A saúde precisa de uma reforma em nível nacional", afirmou.

O deputado Lidio Lopes (PATRI) acrescentou que a fila para cirurgias está com uma demanda reprimida desde a pandemia, quando anestésicos foram priorizados para pacientes entubados e as cirurgias eletivas foram adiadas. "Campo Grande tem 900 mil habitantes, mas conta com 1,5 milhão de carteiras do SUS. O sistema SUS é único no mundo por sua gratuidade, mas o valor da consulta ainda é R$ 10. Médicos que cobram R$ 150 por consulta precisam atender 15 pacientes do SUS, e muitos acabam sendo orientados a judicializar as cirurgias", explicou.

Próximos Passos

A Comissão Permanente de Saúde da ALEMS se reunirá na quinta-feira (26) para a prestação de contas da pasta estadual. O deputado Lucas de Lima, coordenador da Comissão, enfatizou a importância de discutir a falta de medicamentos, especialmente para pacientes com câncer. "Teremos uma audiência às 14h no Plenarinho, um bom momento para cobrar melhorias na saúde. O governador Riedel anunciou um aporte de R$ 15 milhões para a Santa Casa, mas é crucial investir na atenção primária para evitar que as pessoas precisem recorrer a hospitais", ressaltou.

A deputada Gleice Jane (PT) também levantou questões sobre o aumento de doenças, como câncer e doenças autoimunes. "Precisamos entender por que estamos adoecendo e focar em ações de prevenção. Há uma falta de profissionais na saúde e é necessário abrir mais cursos de formação. Algumas pessoas buscam tratamento em outros estados, e é fundamental enfrentar a máfia da indústria farmacêutica que encarece os medicamentos. Não podemos colocar o lucro acima da vida", concluiu.




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