| Hoje é Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026.

Procurador da Venezuela pede prisão de Milei, presidente da Argentina, por 'roubo' de Boeing

Facebook WhatsApp
Ampliar
Reprodução/SBT News Por: Editorial | 20/09/2024 08:29

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, solicitou na quarta-feira (18) as prisões do presidente da Argentina, Javier Milei, de sua irmã Karina Milei, e da ministra da Segurança, Patricia Bullrich. O pedido surge após a apreensão de um Boeing 747 pertencente à Emtrasur, subsidiária de uma estatal venezuelana, que foi transferido pela Argentina para os Estados Unidos.

Em retaliação à apreensão da aeronave, o governo de Nicolás Maduro fechou o espaço aéreo venezuelano para aviões argentinos e para qualquer voo com origem ou destino na Argentina. Caracas classificou a ação como "pirataria" e acusou o governo argentino de práticas "neonazistas". A aeronave, supostamente envolvida em negócios com a empresa iraniana Mahan Air, que está sob sanções dos EUA, tornou-se o pivô do novo impasse diplomático.

Diana Mondino, ministra das Relações Exteriores da Argentina, reagiu ao pedido de prisão, qualificando-o como "covarde" e reforçando seu apoio a Javier Milei e Patricia Bullrich. Mondino criticou duramente Maduro, chamando-o de "tirano" e garantindo que a Argentina defenderá suas autoridades.

O episódio adiciona mais um capítulo às tensões já existentes entre os governos de Milei e Maduro, que mantêm uma relação de forte antagonismo. No início deste ano, durante a acirrada disputa eleitoral na Argentina, militares venezuelanos cercaram a embaixada argentina em Caracas, alegando que o país apoiava a oposição venezuelana. Na ocasião, o Brasil desempenhou papel de mediador para apaziguar o conflito.

Enquanto isso, a oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, segue contestando a presidência de Nicolás Maduro, afirmando que o verdadeiro vencedor das eleições de julho foi Edmundo González. O Conselho Nacional Eleitoral, controlado pelo governo chavista, declarou Maduro como vencedor, em um pleito amplamente questionado por fraudes. Parte da comunidade internacional, incluindo o Itamaraty, não reconheceu o resultado.

Desde então, a violência política aumentou na Venezuela, levando Edmundo González a buscar asilo na Espanha, após ser supostamente coagido a reconhecer a vitória de Maduro. Nesta quinta-feira (19), o governo espanhol negou qualquer envolvimento nas negociações entre González e Maduro, esclarecendo que sua chegada ao país não foi fruto de um acordo com Caracas.




PORTAL DO CONESUL
NAVIRAÍ MS
CNPJ: 44.118.036/0001-40
E-MAIL: portaldoconesul@hotmail.com
Siga-nos nas redes sociais: