Recém-confirmada como ministra dos Direitos Humanos, a deputada estadual Macaé Evaristo (PT-MG) declarou que as denúncias de assédio sexual contra o ex-ministro Silvio Almeida devem ser investigadas com segurança para as vítimas e respeitando o direito à defesa.
"É fundamental garantir o direito das pessoas que denunciaram, assim como o amplo e pleno direito de defesa. Também é essencial que a privacidade e o sigilo dos fatos sejam preservados, especialmente para proteger quem foi lesado", afirmou Evaristo.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (9) após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto. Durante o encontro, Lula assegurou que a nova ministra terá total autonomia na condução da pasta. A posse oficial de Macaé está prevista para a próxima semana, enquanto Esther Dweck segue interinamente no cargo até a transição completa.
Na próxima reunião, as duas ministras deverão discutir as principais prioridades do Ministério dos Direitos Humanos, com foco em questões sociais urgentes. “Precisamos acelerar as ações para que o ministério funcione de maneira eficaz e ofereça respostas às demandas da sociedade, como o enfrentamento à violência sexual contra crianças, a população de rua e os direitos das pessoas idosas”, destacou Evaristo.
Após o encontro, Macaé retornou a Minas Gerais, onde ainda cumpre seu mandato. Ela planeja se licenciar do cargo de deputada estadual e retornar a Brasília no próximo dia 18 para assumir formalmente suas funções. Em suas redes sociais, Evaristo expressou orgulho e responsabilidade com o novo desafio.
"Nosso país enfrenta grandes desafios, e esse é um chamado de muita responsabilidade. Temos muito trabalho pela frente, e sigo esperançosa, comprometida com a luta pelos direitos humanos", concluiu a futura ministra.