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Hoje é Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026.
O ex-presidente Jair Bolsonaro classificou como "vergonha" as acusações de assédio sexual envolvendo Silvio Almeida, ex-ministro de Lula, mas adotou uma postura mais cautelosa quando, durante seu governo, Pedro Guimarães, então presidente da Caixa, enfrentou denúncias semelhantes feitas por funcionárias da instituição.
Durante um comício em Juiz de Fora (MG), cidade onde Bolsonaro foi esfaqueado há seis anos, o ex-presidente criticou Almeida: "Temos até um [ex-]ministro que deveria dar exemplo e acaba sendo acusado de assédio sexual, uma vergonha. Mas nós temos como mudar isso", afirmou.
No entanto, em 2022, Bolsonaro foi menos enfático ao comentar as acusações de assédio contra Pedro Guimarães. Questionado sobre as revelações feitas pelo portal Metrópoles, o então presidente declarou: "Não vi nenhum depoimento mais contundente de qualquer mulher… Vi depoimentos de mulheres que sugeriram que isso [assédio] poderia ter acontecido. Está sendo investigado".
Ex-colegas de Guimarães relataram à época toques íntimos sem consentimento e comportamentos inadequados.
As acusações contra Silvio Almeida surgiram após denúncias ao movimento Me Too Brasil, que acolhe vítimas de violência sexual. A organização confirmou ter sido procurada por mulheres que relataram episódios de assédio sexual supostamente praticados pelo ex-ministro. Entre as denunciantes estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que, segundo relatos, teria sido vítima de toques inadequados, beijos inapropriados e comentários de cunho sexual.
Procurada, Anielle Franco preferiu não comentar o caso, e Silvio Almeida, que nega as acusações, também não respondeu às tentativas de contato da coluna. (Informações Metrópoles)
