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Hoje é Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026.
O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, acionou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para solicitar esclarecimentos da organização Me Too Brasil, após a ONG divulgar denúncias de assédio sexual contra ele.
A ação trata-se de uma interpelação judicial, ferramenta jurídica que permite pedir explicações sobre um assunto antes da possível abertura de um processo por "crime contra a honra", conforme descrito pela defesa do ministro.
A partir disso, a Me Too Brasil tem um prazo de 48 horas para responder a uma série de perguntas: se a organização tem "competência para apurar fatos" mencionados, quais são os procedimentos usados ao receber denúncias que envolvem "pessoas com prerrogativa de função" (como autoridades do governo), como os relatos são recebidos, quais fatos embasaram a acusação contra o ministro, qual foi o método de apuração, se autoridades foram notificadas e como isso ocorreu.
Silvio Almeida nega as acusações de assédio sexual e questiona os detalhes dos fatos apresentados, "deduzindo minuciosamente as circunstâncias supostamente ocorridas".
