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Kamala Harris reitera compromisso com unidade e considera republicano em seu gabinete

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Divulgação Por: Editorial | 30/08/2024 08:25

A vice-presidente dos Estados Unidos e candidata à presidência pelo Partido Democrata, Kamala Harris, reafirmou seu compromisso de liderar um governo inclusivo e acima de divisões partidárias caso vença as próximas eleições. Em entrevista à CNN norte-americana na quinta-feira (29), Harris mencionou a possibilidade de nomear um republicano para compor seu gabinete.

"Durante toda a minha carreira, valorizei a diversidade de opiniões. Acredito ser fundamental ter pessoas com visões e experiências distintas na mesa quando as decisões mais importantes estão sendo tomadas. E penso que seria benéfico para o público americano contar com um membro republicano em meu gabinete”, afirmou Harris.

Apesar dessa intenção, Kamala ressaltou que ainda não tem um nome específico em mente ou um cargo determinado para essa possível nomeação.

Esta entrevista marcou a estreia de Kamala Harris como candidata presidencial. Durante a conversa, ela recordou o momento em que o presidente Joe Biden decidiu retirar sua candidatura, em 21 de julho. “Eu estava em casa com minha família quando recebi a ligação. Ele me contou sobre sua decisão e perguntei: ‘Você tem certeza?’ Ele respondeu: ‘Sim’.”

Harris também delineou suas principais propostas de governo. A vice-presidente destacou que sua prioridade será fortalecer a classe média, mencionando políticas como o aumento do crédito fiscal infantil e a ampliação do acesso a moradias populares.

Sobre a economia, Kamala defendeu a atuação do governo, especialmente no contexto da recuperação pós-pandemia de covid-19. No campo da imigração, ela se comprometeu a reenviar ao Congresso um projeto de lei voltado à segurança na fronteira. Kamala criticou o ex-presidente Donald Trump por ter bloqueado uma proposta semelhante durante seu mandato. “Trump soube desse projeto – que teria contribuído para proteger nossa fronteira. Mas, porque achava que isso não o beneficiaria politicamente, instruiu seu pessoal no Congresso a não aprová-lo. Ele matou o projeto, que teria adicionado mais 1.500 agentes na fronteira”, afirmou.

Questionada sobre a posição dos EUA na guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, Kamala alinhou-se à política de Biden, afirmando que Israel tem o direito de se defender, mas que um cessar-fogo, incluindo a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas, é urgente para evitar mais mortes de civis.

A entrevista de Kamala ocorre a poucas semanas do primeiro debate com Donald Trump, programado para 10 de setembro, na ABC. Na ocasião, ambos devem debater temas centrais como economia, imigração, aborto e saúde, conforme indicam as preocupações dos eleitores nas pesquisas. As guerras em Gaza e na Ucrânia também devem estar na pauta.




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