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Hoje é Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026.
Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que o ministro Alexandre de Moraes seja impedido de atuar como relator no inquérito que investiga o vazamento de mensagens trocadas por assessores do ministro na Corte e no TSE.
O pedido foi feito após Tagliaferro ter sido intimado pela Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações. Segundo a solicitação, Moraes tem “nítido interesse na causa” e, portanto, estaria comprometido para atuar como relator do caso.
O pedido de Tagliaferro surge após a divulgação, na terça-feira (13/8), de uma reportagem pela Folha de S.Paulo que revelou o possível envolvimento de Moraes em atividades fora dos procedimentos normais. Em resposta, Moraes abriu um inquérito na última quarta-feira (21/8) para investigar o vazamento das conversas.
No documento, assinado por Tagliaferro e seus advogados, é alegado que o ministro demonstrou parcialidade ao se autointitular relator do inquérito e ao determinar diligências relevantes antes da formalização do inquérito. Tagliaferro argumenta que o inquérito não deveria ter sido iniciado sem um critério de distribuição livre e que, apesar de seu conhecimento jurídico, Moraes poderia ser influenciado pelo seu envolvimento no caso, prejudicando a imparcialidade necessária.
Tagliaferro solicitou a concessão de uma medida liminar para impedir que Moraes continue atuando no caso, citando a possibilidade de medidas cautelares irreversíveis e a já proferida ordem de busca e apreensão. Além disso, pediu o arquivamento do inquérito e o impedimento de Moraes de processar e julgar os fatos relacionados ao vazamento das mensagens. (Informações Metrópoles)
