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Hoje é Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou qualquer desavença pessoal com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e evitou especular sobre a possível indicação de Gabriel Galípolo, atual diretor de política monetária do BC, como seu sucessor. Lula, que tem criticado abertamente a autonomia do Banco Central e a gestão de Campos Neto, apontou que a alta taxa de juros é prejudicial ao país e ao setor produtivo, destacando que, em sua visão, o BC "deve ao povo brasileiro" uma justificativa para manter os juros em 10%.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Lula ressaltou que, embora tenha o direito de indicar o próximo presidente do Banco Central e alguns diretores, ele pretende consultar líderes do Senado, como Rodrigo Pacheco (PSD/MG) e Davi Alcolumbre (União/AP), para garantir uma votação rápida e evitar desgastes causados por especulações políticas prolongadas.
Sobre Campos Neto, Lula reiterou que sua crítica não é pessoal, mas direcionada às políticas que, segundo ele, estão prejudicando o país. Com a autonomia do Banco Central, aprovada durante a gestão de Jair Bolsonaro, o presidente do BC agora possui um mandato de quatro anos, o que limita a capacidade de Lula de demitir Campos Neto antes do término do mandato em 2025. No entanto, Lula afirmou que a pessoa que ele indicar como sucessor deve ser alguém de caráter, seriedade e responsabilidade, comprometido com os interesses do povo e com a coragem de ajustar a taxa de juros conforme necessário.
