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Lula diz que governo apoia agro porque país precisa, não para "agradar fazendeiro"

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Foto: Valter Camparato/Agência Brasil Por: Editorial | 15/08/2024 15:14

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu nesta quinta-feira (15) que não conta com o apoio majoritário do setor agropecuário, mas enfatizou que não governa em busca de agradecimentos. Em entrevista à Rádio T, do Paraná, Lula destacou os investimentos recordes feitos pelo governo federal na agricultura, apesar das críticas que recebe.

"Você pode desafiar qualquer fazendeiro a dizer se algum governo colocou tanto dinheiro na agricultura quanto nós. As pessoas do agro que não gostam de mim, não gostam do PT, não gostam de muitas coisas, dos sem-terra, da CUT... Mas eu não faço isso para agradar fazendeiro, faço porque o Brasil precisa", afirmou o presidente.

Em julho, o governo federal lançou o Plano Safra 2024/25, disponibilizando R$ 400,59 bilhões em crédito para o setor agropecuário, um aumento de 10% em relação ao ano anterior e o maior montante já destinado ao plano.

Investimentos na Fábrica de Fertilizantes e Críticas ao Fechamento

Durante sua visita ao Paraná, Lula participou da cerimônia que marcou os investimentos da Petrobras para reativar a fábrica de fertilizantes da Refinaria Araucária, um passo estratégico para reduzir a dependência do Brasil na importação de insumos agrícolas. A Petrobras anunciou que destinará R$ 870 milhões para a reativação da Araucária Nitrogenados, unidade que está paralisada desde 2020.

"Não há explicação para terem fechado essa fábrica. É uma irresponsabilidade. O Brasil precisa importar 90% dos insumos para a nossa agricultura, então estamos recuperando isso", criticou Lula.

Economia e Inflação

Lula também expressou otimismo sobre o futuro do Brasil, afirmando que "as coisas estão caminhando para dar certo". Ele mencionou a recente queda nos preços da carne como um sinal de melhoria econômica e se disse confiante na sua gestão. "O povo já voltou a comer picanha porque ela barateou muito e vai baratear mais ainda", declarou.

Sobre a condução econômica, Lula ressaltou que não tomará "nenhuma loucura" na escolha do novo presidente do Banco Central, cargo que precisará ser ocupado em breve com a substituição de Roberto Campos Neto. O presidente destacou a importância de manter a inflação sob controle para evitar "um desastre" para a população.

"A inflação baixa, o salário mais alto e o emprego garantido é tudo que nós precisamos para ter paz e tranquilidade no Brasil", disse Lula. Ele voltou a defender a redução da taxa básica de juros, atualmente em 10,5% ao ano, e mencionou a possibilidade de queda dos juros nos Estados Unidos como um fator que poderia facilitar a redução da Selic no Brasil.

Lula também reconheceu que os preços no Brasil estão pressionados pela inflação nos EUA e pelo valor do dólar, mas reafirmou seu compromisso em manter a economia estável, especialmente para os setores mais vulneráveis. "Precisamos trazer a taxa de juros para um patamar que o mundo compreenda", concluiu.




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