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Hoje é Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026.
Na noite de terça-feira (13), a oposição no Congresso Nacional iniciou uma articulação para solicitar o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após a divulgação de que o gabinete do magistrado teria dado ordens não oficiais para a produção de relatórios pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação foi reportada pela Folha de S.Paulo e revela que Moraes usou mensagens para embasar decisões em processos relacionados a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o inquérito das fake news e das milícias digitais.
Moraes respondeu afirmando que o TSE possui "poder de polícia" e que os relatórios solicitados foram "oficiais e regulares".
A senadora Damares Alves (Republicanos) anunciou que o senador Eduardo Girão (Novo) apresentará um pedido de impeachment contra Moraes, e sugeriu que o ministro renuncie "pelo bem da democracia". Damares afirmou que mais de uma dezena de senadores já se mostrou disposta a assinar o pedido. Ela ainda comentou que uma coletiva de imprensa será realizada nesta quarta-feira (14), às 16 horas, para detalhar o processo.
Girão confirmou que o pedido de impeachment será parte de uma campanha nacional programada para ser lançada às 15 horas, em frente à Presidência do Senado. As ações de coleta de assinaturas se estenderão até 7 de setembro, envolvendo também deputados. Ele acredita que as novas informações fornecerão mais "robustez" ao pedido, que deverá ser protocolado no dia 9 de setembro após a consulta a juristas.
O senador também afirmou que o Senado tem o dever de agir diante de "tantas violações a direitos humanos", pois apenas o Senado pode iniciar um processo de impeachment contra ministros da Suprema Corte.
A revelação gerou reações de várias figuras públicas. O senador Cleitinho (Republicanos-MG) chamou a situação de "urgente" e pediu que outros senadores também se mobilizem. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) classificou o caso como "gravíssimo" e indicou que pode revelar um "esquema de perseguição" contra bolsonaristas. Deltan Dallagnol (Novo) alegou que as mensagens confirmam suspeitas antigas e defendeu o impeachment de Moraes por "usurpar a função pública do Procurador-Geral da República".
O bilionário Elon Musk, investigado no inquérito das milícias digitais, reagiu com um "Wow" em uma publicação do jornalista Glenn Greenwald sobre o caso. Em contrapartida, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), qualificou a reportagem como "sensacionalista" e afirmou que seu objetivo é desacreditar o STF. (Informações Agência Estado)
