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Hoje é Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026.
Um grupo de sete países europeus publicou uma declaração conjunta na noite deste sábado (3), solicitando que as autoridades da Venezuela "divulguem rapidamente todas as atas eleitorais" relacionadas à eleição presidencial realizada no último domingo (28). O documento foi assinado por Alemanha, Espanha, França, Itália, Holanda, Polônia e Portugal.
Segundo a declaração, a oposição venezuelana afirmou ter recolhido e publicado mais de 80% das atas eleitorais de cada mesa de votação, destacando que essa verificação é essencial para reconhecer a vontade do povo venezuelano. "Os direitos de todos os venezuelanos, em particular dos líderes políticos, devem ser respeitados durante este processo", ressalta o documento, que também condena a repressão violenta aos protestos ocorridos no país. "A vontade do povo venezuelano, bem como o seu direito de manifestação pacífica e a liberdade de reunião também têm de ser respeitados", completa a nota.
Eleição Sob Questionamento
O presidente Nicolás Maduro foi declarado reeleito pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão controlado por um aliado do governo. A contagem oficial do CNE atribuiu 51,95% dos votos a Maduro, enquanto o principal opositor, Edmundo González Urrutia, obteve 43,18%. A oposição, no entanto, denunciou fraude eleitoral, afirmando que Urrutia venceu com 67% dos votos.
Uma análise dos boletins de urna realizada pela agência de notícias Associated Press também apontou 67% dos votos para Urrutia e 30% para Maduro.
A situação gerou tensão nas ruas da Venezuela, com protestos convocados tanto pelo governo quanto pela oposição. Na última quinta-feira (1º), Maduro anunciou a prisão de 1.200 manifestantes, prometendo enviá-los para prisões de segurança máxima.
