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Hoje é Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a detenção de 1.200 pessoas durante as manifestações contra o resultado das eleições do último domingo (28). Em discurso para seus apoiadores, Maduro prometeu que os detidos seriam enviados para prisões de segurança máxima. "Vou colocar todos em Tocorón, em prisões de segurança máxima, para que paguem seus crimes perante o povo", afirmou.
Maduro destacou que os detidos são responsáveis por uma série de ataques: "Os criminosos que ameaçaram o povo, que atacaram hospitais, estações de metrô, postos policiais, casas e os armazéns dos CLAP (Comitês Locais de Abastecimento e Produção) estão sendo capturados", completou.
Suspeitas de irregularidades nas eleições e a demora do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela em liberar as atas eleitorais, que confirmariam a reeleição de Maduro com 52,21% dos votos contra 44,2% de Edmundo González Urrutia, desencadearam uma onda de violência no país e questionamentos da comunidade internacional.
Na quinta-feira (1º), os Estados Unidos endureceram sua posição e, após declararem que "a paciência estava se esgotando", anunciaram González como vencedor da eleição. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou que solicitaria ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, a prisão de Maduro. Essas declarações foram rebatidas pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, que chamou Almagro de fantoche da CIA e dos Estados Unidos.
Nesta sexta-feira (2), o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela convocou os candidatos presidenciais para uma auditoria das eleições. No total, 10 políticos, incluindo Maduro e González, estarão presentes na verificação do resultado, que foi solicitada pelo próprio presidente.
