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Hoje é Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026.
O assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (1º) que o assassinato do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, por Israel em Teerã foi um "excesso que pode custar muito caro". Ele argumentou que, em vez de enfraquecer o Hamas, a ação pode fortalecer o grupo.
Amorim destacou que a morte de Haniyeh representa uma agressão significativa e expressou preocupação sobre a possível retaliação do Irã. "Tenho lido que eles vão retaliar com força", afirmou. Ele também mencionou que Haniyeh era um líder com quem era possível dialogar, apesar do Hamas ter realizado uma ação terrorista contra Israel em outubro de 2023, a qual o Brasil condenou.
O assessor ressaltou que, na maioria das regiões, o Hamas não é tratado como um grupo terrorista, mas como um partido político mais radical. "É tratado como um partido político, talvez mais radical, que frequenta a Turquia, um membro da OTAN, e o Irã", explicou. Amorim enfatizou a complexidade da situação e a necessidade de tratar esses eventos com cautela.
