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Supremo Tribunal da Venezuela convoca candidatos presidenciais para verificação de votos

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Nicolás Maduro e Edmundo González no dia da votação | Reprodução/SBT News Por: Editorial | 02/08/2024 08:17

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela convocou os candidatos presidenciais para participarem de uma auditoria eleitoral nesta sexta-feira (2), em resposta às crescentes acusações de fraude nas eleições realizadas no último dia 28. O encontro reunirá 10 políticos, incluindo o atual presidente Nicolás Maduro e o principal opositor, Edmundo González.

A auditoria foi solicitada por Maduro após a contagem oficial do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) mostrar que ele teria obtido 52,21% dos votos, enquanto González ficou com 44,2%. A oposição, no entanto, contestou os resultados, alegando possuir provas que demonstram a vitória de González. A comunidade internacional também expressou preocupações sobre a integridade do pleito.

Em um pronunciamento, Maduro afirmou: “Apelando para a Constituição, coloco-me à disposição para ser submetido a qualquer investigação que seja exigida pelo Tribunal. De forma soberana canalizaremos esta situação e iremos superá-la com a lei e as instituições. A Venezuela tem classe consciente, mobilizada e alerta. Haverá paz e justiça na Venezuela.”

Maduro destacou que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) possui todas as atas eleitorais que comprovariam sua vitória. Por outro lado, a líder da oposição, Maria Corina Machado, declarou que já tem em mãos 70% dos boletins das urnas, os quais, segundo ela, comprovam a derrota de Maduro.

Protestos se Intensificam

Enquanto o impasse político se arrasta, protestos continuam a se espalhar por toda a Venezuela, levando a confrontos violentos com as forças policiais e à destruição de patrimônios públicos, como estátuas associadas ao regime de Maduro. Até o momento, 11 pessoas perderam a vida e mais de 1,2 mil foram presas.

Na terça-feira (30), Maduro endureceu seu discurso, prometendo penas de até 30 anos de prisão para os manifestantes, afirmando que “desta vez não haverá perdão”. Em um pronunciamento na quinta-feira (1º), ele reafirmou que todos os responsáveis pelos atos de violência serão enviados para presídios de segurança máxima, onde “pagarão pelos crimes perante o povo”.

Maduro ainda acusou González e Maria Corina Machado de serem os responsáveis pela onda de violência que assola o país, defendendo que ambos deveriam estar presos. “Essa gente tem que estar atrás das grades e tem que haver Justiça. Eles deveriam, em vez de se esconder, apresentar-se ao Ministério Público e dar a cara a tapa”, declarou o presidente.




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