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Lula diz que fome no mundo existe por "escolha política" de líderes mundiais

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Reprodução/SBT News Por: Editorial | 24/07/2024 14:59

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (24) que 733 milhões de pessoas passam fome no mundo por causa de "escolhas políticas" das grandes lideranças mundiais. Lula fez esse pronunciamento durante o encerramento do lançamento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, promovida pelo G20, no Rio de Janeiro. Atualmente, o grupo das 20 maiores economias do mundo está sob presidência brasileira. No final do seu discurso, Lula reiterou que a concentração de riqueza nas mãos de poucos resulta em pobreza e problemas sociais, enquanto a distribuição mais equitativa dos recursos promove prosperidade.

"Quando falo sobre isso, fico emocionado, porque a fome não é algo natural. A fome resulta de escolhas políticas. Nós, governantes, não podemos focar apenas nas pessoas próximas a nós. Precisamos olhar para aqueles que estão distantes, que não conseguem se aproximar dos palácios, dos ministros. Aqueles que não têm acesso a uma escola e que enfrentam preconceito diariamente", disse Lula, visivelmente emocionado.

O presidente lamentou que, em pleno século 21, ainda seja necessário fazer apelos para que as pessoas mais pobres sejam lembradas em eventos com chefes de estado e lideranças mundiais, como o G20. Ele classificou o aumento da extrema pobreza e da fome no mundo como "estarrecedor". “A pobreza extrema aumentou pela primeira vez em décadas. O número de pessoas passando fome ao redor do planeta aumentou em mais de 152 milhões desde 2019. Isso significa que 9% da população mundial, 733 milhões de pessoas, estão subnutridas”, afirmou.

“A fome tem o rosto de uma mulher e a voz de uma criança. Mesmo sendo responsáveis por preparar a maioria das refeições e cultivar boa parte dos alimentos, mulheres e meninas são a maioria das pessoas em situação de fome no mundo”, acrescentou Lula.

Ele também destacou que o Brasil está na contramão do aumento da insegurança alimentar global, citando dados do relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo a ONU, a fome no Brasil atingiu 8,4 milhões (3,9%) de pessoas em 2023, uma redução em relação aos 10,1 milhões registrados no triênio 2020-2022, quando 4,7% da população brasileira estava nessa condição.

A quantidade de pessoas em insegurança alimentar severa caiu 85% em 2023 em comparação com 2022. O índice, que era de 8%, foi reduzido para 1,2% da população. Em números absolutos, a insegurança alimentar severa, que afetava 17,2 milhões de brasileiros em 2022, foi reduzida a 2,5 milhões.

Segundo a metodologia da FAO, a insegurança alimentar severa ocorre quando uma pessoa não tem acesso a alimentos e passa um dia inteiro ou mais sem comer, o que pode levar a sérios prejuízos à saúde física e mental, especialmente na primeira infância e no desenvolvimento cognitivo.

A melhora nos dados do Brasil em comparação aos anos anteriores também foi destacada por Lula em seu discurso.

"No Brasil, combatemos a fome por meio de um novo contrato social que coloca o ser humano no centro da ação do governo. Retomamos as políticas de valorização do salário mínimo [...] temos uma sólida política de geração de empregos formais. O desemprego está no nível mais baixo em uma década. Aprovamos a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres", afirmou o presidente, mencionando programas sociais como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Lula ainda criticou o financiamento de guerras e os gastos com armamentos no mundo, que chegaram a US$ 2,4 trilhões, valores muito superiores aos investimentos destinados ao combate à fome.

"Gastos com armamentos subiram 7% no último ano, chegando a US$ 2,4 trilhões. Inverter essa lógica é um imperativo moral de justiça social e também essencial para o desenvolvimento sustentável que buscamos", concluiu.




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