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Parlamento israelense vota contra criação de Estado palestino

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Bandeira de Israel | Unsplash Por: Editorial | 19/07/2024 08:32

O Parlamento de Israel votou na quinta-feira (19) contra a criação do Estado da Palestina, com a resolução recebendo 68 votos a favor e 9 contra. A decisão foi apoiada principalmente pelos partidos da coalizão de direita liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Em comunicado, os parlamentares justificaram a decisão afirmando que o estabelecimento de um estado palestino representaria um perigo existencial para Israel, potencialmente provocando um conflito israelense-palestino e desestabilizando a região. Segundo eles, o novo estado seria rapidamente tomado pelo Hamas e transformado em uma base terrorista.

“Promover a ideia de um estado palestino neste momento seria uma recompensa pelo terrorismo e apenas encorajaria o Hamas e seus apoiadores, que verão isso como uma vitória graças ao massacre de 7 de outubro de 2023 e um prelúdio para a tomada do islamismo jihadista no Oriente Médio”, argumentaram os parlamentares.

A tramitação da resolução ocorreu cerca de um mês após os governos da Espanha, Irlanda e Noruega reconhecerem internacionalmente a Palestina como um Estado independente e soberano. O Parlamento da Eslovênia também adotou a mesma posição.

Pelas redes sociais, Mustafa Barghouti, secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestina, condenou a decisão do Parlamento israelense, afirmando que a resolução representa uma rejeição da paz com os palestinos. Ele também declarou que a decisão “mata” o Acordo de Oslo, assinado em 1993 para a criação de um Estado palestino ao lado de Israel.

Palestina como Estado

A Palestina ainda não é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um Estado devido a diversos fatores, incluindo a indefinição de seu território, já que Israel mantém presença em áreas destinadas aos palestinos, como a Cisjordânia. A falta de apoio de superpotências, como os Estados Unidos, também contribui para essa situação.

Apesar disso, mais de 70% dos membros da Assembleia Geral da ONU reconhecem a Palestina como um Estado independente e soberano, em vez de uma "entidade observadora não membro". O Brasil, por exemplo, reconheceu a Palestina como Estado em dezembro de 2010, no final do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os últimos reconhecimentos foram criticados por Israel, que afirmou que essas decisões minam o direito do país à autodefesa e os esforços para recuperar os 128 reféns detidos pelo Hamas no dia 7 de outubro de 2023. Em resposta à Irlanda e Noruega, o governo israelense ordenou a retirada imediata de seus embaixadores nesses países.




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