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Lula diz que não é obrigado a cumprir déficit zero se "tiver coisas mais importantes a fazer"

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Ricardo Stuckert/PR Por: Editorial | 16/07/2024 15:25

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (16) que não se sente obrigado a cumprir a meta fiscal se houver “coisas mais importantes para fazer”. Em uma entrevista à TV Record, que será exibida à noite, o presidente criticou novamente setores do mercado financeiro, argumentando que um pequeno déficit fiscal não trará problemas significativos para a economia brasileira.

Lula destacou sua experiência em dois mandatos anteriores, que ele considera "bem-sucedidos", no comando do Palácio do Planalto. Ele ressaltou as diferenças de visão entre seu governo e o mercado financeiro, especialmente no que se refere ao que é considerado gasto e investimento. "Eu preciso estar convencido se há necessidade ou não de cortar. Você sabe que eu tenho divergência histórica e de conceito com o pessoal do mercado. Porque nem tudo que eles tratam como gasto, eu trato como gasto", afirmou.

O presidente enfatizou que não se deve seguir uma meta fiscal rigidamente se houver outras prioridades mais urgentes. “É apenas uma questão de visão. Você não é obrigado a estabelecer uma meta e cumpri-la se você tiver coisas mais importantes para fazer. Esse país é muito grande, esse país é muito poderoso. O que é pequeno é a cabeça dos dirigentes desse país e a cabeça de alguns especuladores”, declarou Lula.

Ele afirmou que um pequeno déficit não acarretará “nenhum problema” ao Brasil e reiterou que possui um compromisso maior com a meta fiscal do país do que os especuladores financeiros. “Seriedade fiscal eu tenho mais do que quem dá palpite nessa questão fiscal no Brasil. [...] O país não tem nenhum problema se é déficit zero, se é déficit 0,1%, se é déficit 0,2%. O importante é que esse país esteja crescendo, que a economia esteja crescendo, que o emprego esteja crescendo, que o salário esteja crescendo”, acrescentou.

Lula também garantiu que tomará as medidas necessárias para cumprir o arcabouço fiscal. Ele lembrou que durante a campanha, prometeu criar um país com “estabilidade política, jurídica, fiscal, econômica e social”. Ele destacou que, apesar das previsões pessimistas do mercado, o crescimento econômico superou expectativas, a inflação foi controlada, e o país gerou 2,5 milhões de empregos em 1 ano e 7 meses. “A massa salarial está crescendo 11,7%, o salário mínimo teve dois reajustes seguidos acima da inflação. Fizemos a isenção do Imposto de Renda para quem ganha dois salários mínimos e eu preciso chegar a quem ganha R$ 5 mil e tiramos 24 milhões de pessoas da fome", concluiu o presidente.




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