| Naviraí/MS - Quinta-Feira, 25 de Julho de 2024

Parceria entre Bioparque, Marinha e universidades possibilita expedição técnica-científica no Pantanal


Fotos: Eduardo Coutinho/Bioparque Pantanal Por: Editorial | 08/07/2024 15:28

A 2ª edição da Expedição Técnica Científica, organizada pelo Bioparque Pantanal em parceria com a Marinha do Brasil e outras instituições, foi realizada no bioma pantaneiro, uma das maiores áreas úmidas do mundo. A expedição explorou as águas do rio Paraguai, incluindo as regiões de Paraguai-Mirim, Serra do Amolar e comunidades ribeirinhas.

A bordo do navio-transporte fluvial Almirante Leverger, um grupo de 16 pesquisadores do Bioparque Pantanal, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal do Pará (UFPA) e McGill University de Montreal (Canadá) estudou a biodiversidade do Pantanal. Este bioma é conhecido por sua rica variedade de espécies de plantas, animais e microrganismos vitais para a conservação da natureza e a pesquisa científica.

Segundo a diretora-geral do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, a expedição ampliou o conhecimento sobre a biodiversidade do Pantanal e promoveu a conscientização ambiental entre as comunidades ribeirinhas. "Com o lema 'Conhecer para conservar', buscamos coletar informações em campo para subsidiar pesquisas, conservação e bem-estar animal no Bioparque. Projetos como este consolidam o maior aquário de água doce do mundo como um espaço de experiência e conhecimento para todos", afirmou Balestieri.

Coleta de dados e descoberta de espécie inédita

Os dados coletados serão utilizados para apoiar projetos de pesquisa em andamento, além de iniciativas de conservação e bem-estar animal. Durante a expedição, foram coletadas espécies inéditas para o Bioparque, como o Jacundá (Crenicichla sp.), Peixe Barbado (Pinirampus pirinampu) e a Sardinha (Triportheus spp.).

O destaque da expedição foi o Jacundá, uma espécie que não está presente em nenhum outro aquário público do mundo. Este exemplar será estudado no Bioparque Pantanal para entender seu bem-estar, comportamento, conservação e nutrição. O biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimênes Junior, explicou que a proteção de uma espécie "guarda-chuva" como o Jacundá pode ajudar na conservação de outras espécies da mesma região. "Compreender todo este sistema é a meta dos pesquisadores do Bioparque para poder criar políticas de conservação", destacou Gimênes Junior.

A expressão ‘espécie guarda-chuva’ refere-se a espécies cuja conservação proporciona benefícios indiretos a muitas outras espécies e ao ecossistema em geral. Essas espécies são frequentemente escolhidas para programas de conservação porque protegê-las também ajuda a proteger uma ampla variedade de outras espécies que compartilham seu habitat.

A Vitória-régia atenderá objetivos científicos. Foto: Eduardo Coutinho: Bioparque Pantanal.

Estudos de Plantas Aquáticas

A coleta de plantas aquáticas, incluindo a Vitória-régia, atende a dois objetivos científicos do complexo de água doce. As plantas serão estudadas para entender suas exigências quanto aos parâmetros de água em caso de impactos ambientais e fazem parte das pesquisas de comportamento e bem-estar dos peixes, simulando ambientes naturais nos tanques do Bioparque Pantanal.

Plantas fazem parte de pesquisas sobre comportamento e bem-estar animal. Foto: Eduardo Coutinho, Bioparque Pantanal.

“O rio Paraguai-Mirim é um curso estreito, caracterizado por águas cristalinas e uma grande diversidade de peixes e plantas aquáticas que exercem um papel fundamental na reprodução, alimentação e refúgio para muitas espécies, incluindo espécies migratórias como pintado e dourado. Estamos estudando a relação entre a ictiofauna e as plantas aquáticas para balizar estudos sobre a estrutura de populações do curso baixo do rio Paraguai-Mirim”, analisou Heriberto. (Governo MS)




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