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Hoje é Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou nesta segunda-feira (8) que os desafios enfrentados pelo Mercosul devem ser resolvidos internamente. O bloco econômico, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, mais recentemente, a Bolívia, é fundamental para a cooperação regional. A Bolívia teve sua adesão definitiva aprovada pelo Senado, enquanto a Venezuela permanece suspensa devido à ruptura democrática.
Lula enfatizou que, apesar da "diversidade de opiniões" entre os países membros, é crucial evitar extremismos, fazendo uma referência indireta a Javier Milei. O presidente argentino, que não compareceu à cúpula do Mercosul no Brasil, enviou a chanceler Diana Mondino como sua representante. Esta é a primeira vez que um presidente da Argentina não participa de uma cúpula do Mercosul, o que gerou críticas.
O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, conhecido por suas posições de direita, foi enfático ao cobrar a ausência de Milei. "Não importa somente a mensagem. É muito importante o mensageiro e, obviamente, não menosprezo ninguém. Mas, se o Mercosul é tão importante, aqui deveriam estar todos os presidentes. Eu presto importância ao Mercosul. E se realmente acreditamos nesse bloco, deveríamos estar todos", afirmou Lacalle Pou.
Em resposta às críticas, a chanceler argentina Diana Mondino defendeu um Mercosul mais flexível e moderno. Em seu discurso, Lula destacou a importância do Mercosul ter se posicionado contra a tentativa de golpe na Bolívia e sugeriu que o bloco discuta ações para combater extremismos climáticos, como os recentes eventos no Pantanal e nas enchentes no Rio Grande do Sul.
Após a cúpula em Assunção, o presidente Lula seguirá para Santa Cruz de La Sierra, onde se reunirá nesta terça-feira (9) com o presidente da Bolívia, Luis Arce.
