| Naviraí/MS - Domingo, 21 de Julho de 2024

Jovem desenvolve lesão pulmonar grave após uso de cigarro eletrônico


Divulgação medscape Por: Editorial | 05/07/2024 15:07

O cigarro eletrônico, popular entre os jovens, está cada vez mais associado a problemas pulmonares graves. Um caso recente, relatado no The New England Journal of Medicine e publicado no Medscape em 25 de junho, detalha a situação de uma jovem de 19 anos que desenvolveu uma lesão pulmonar severa após usar o dispositivo.

Inicialmente diagnosticada com pneumonia bacteriana, a jovem apresentou falta de ar, calafrios, tosse e febre alta por uma semana. Os antibióticos prescritos não surtiram efeito, o que intrigou os médicos. Exames de imagem revelaram "opacidades como vidro fosco" nos pulmões, um indicativo de fluido ou outras substâncias nos sacos de ar.

A situação só foi esclarecida quando a paciente mencionou o uso de cigarro eletrônico, levando ao diagnóstico de lesão pulmonar induzida por vaporização (EVALI). Esta condição é causada pelos efeitos tóxicos dos produtos químicos presentes nos dispositivos de vaporização e apresenta sintomas semelhantes aos de infecções virais atípicas, como falta de ar, tosse, dor no peito e febre.

Recepcionista em um consultório médico, a jovem inicialmente acreditava estar com gripe e tentou tratar a condição com antibióticos, sem sucesso. Ao retornar ao hospital, ela descreveu sua falta de ar como "angustiante" e apresentava febre de 39 °C e baixa oxigenação no sangue. Os médicos decidiram suplementar oxigênio e realizar exames de pulmão, além de testá-la para Covid-19.

Um pneumologista foi chamado quando os sintomas não melhoraram após 48 horas de tratamento com antibióticos. Durante a consulta, a paciente revelou que havia usado cigarros eletrônicos do namorado no último mês. Com o diagnóstico de EVALI confirmado, ela foi tratada com esteroides, que aliviaram seus sintomas, e foi aconselhada a parar de usar cigarros eletrônicos.

De acordo com os médicos, a maioria dos pacientes hospitalizados com lesões pulmonares associadas ao uso de cigarro eletrônico precisa de internação em unidade de terapia intensiva e, muitas vezes, de ventilação mecânica. O prognóstico é positivo quando a doença é identificada e tratada corretamente, com ênfase na abstenção do uso de dispositivos de vaporização para prevenir recorrências.

Os especialistas alertam sobre os perigos do cigarro eletrônico e a necessidade de conscientização sobre os riscos associados ao seu uso, especialmente entre os jovens.




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