| Naviraí/MS - Domingo, 21 de Julho de 2024

Preços dos alimentos disparam em Campo Grande, pesando no bolso do consumidor


Foto: Marcos Maluf Por: Editorial | 15/06/2024 09:05

A relação amigável entre consumidores e o preço do leite durou pouco. Atualmente, os moradores de Campo Grande estão pagando entre R$ 5,29 e R$ 6,39 pelo litro da bebida, quase o dobro do valor registrado em fevereiro deste ano, quando custava R$ 3,99. Essa informação é baseada em dados coletados pela reportagem do jornal O Estado, que realiza uma pesquisa semanal dos preços dos itens da cesta básica em seis supermercados da cidade.

O aumento de 30,22% nos gastos com o leite é evidente no preço médio pago pelos consumidores em Campo Grande, que subiu de R$ 4,60 em fevereiro para R$ 5,99 em junho. A pesquisa considerou os preços do leite integral Italac de 1 litro, revelando uma variação de preço de 20,79% entre os estabelecimentos.

Outro item que pesa no bolso é o achocolatado em pó Nescau, cujo preço varia de R$ 7,98 a R$ 11,79. A combinação de leite e achocolatado, popular entre os brasileiros, não alivia as finanças dos consumidores.

O café, outra bebida muito consumida, também apresentou variação significativa. O pacote de 500g do café Três Corações é vendido em média por R$ 17,55, com preços oscilando entre R$ 16,90 e R$ 19,50. A diferença de preço para o achocolatado entre os pontos de venda chegou a 47%.

Outros itens básicos também sofreram aumentos. O pacote de arroz de 5 kg da marca Tio Lautério custa em média R$ 28,72, com preços variando de R$ 26,90 a R$ 29,90, uma variação de 11,15%. O feijão de 1 kg da marca Bem Tevi custa em média R$ 6,05, com preços que vão de R$ 5,49 a R$ 7,19.

No setor de hortifruti, o preço da batata tem desanimado os consumidores, variando de R$ 10,79 a R$ 13,25 por quilo, com uma variação de 22,80%. O tomate também segue a tendência de alta, com preços entre R$ 7,99 e R$ 10,49, resultando em uma variação de 31,29% e um gasto médio de R$ 9,65.

Produtos de limpeza e higiene

Os produtos de limpeza e higiene apresentaram as maiores diferenças de preços nesta semana. O papel higiênico custa em média R$ 24,62, com valores variando de R$ 19,90 a R$ 32,99, uma variação de 65,78%. O sabonete, que na pesquisa anterior foi destaque como vilão, teve uma variação de 120,81%, com preços entre R$ 1,49 e R$ 3,29. O campeão da variação foi o sabão em barras Ypê, vendido entre R$ 7,98 e R$ 17,99.

Aumentos generalizados

O preço do leite integral aumentou em 16 das 17 capitais brasileiras monitoradas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). “A menor oferta no campo, devido à entressafra, e a dificuldade na distribuição dos derivados de leite, como o leite UHT, foram prejudicadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul,” justificou a pesquisa.

Em Campo Grande, o leite de caixinha subiu 8,49%. No mesmo período, a manteiga teve um aumento de 0,79%. Segundo o IPCA, índice oficial de inflação medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o leite longa vida acumulava uma queda anual de 7,9% até fevereiro deste ano.

Esses aumentos afetam diretamente o orçamento das famílias, que enfrentam dificuldades para manter o consumo de produtos básicos. (Informações O Estado Online)




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