|
Hoje é Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026.
A proposta do governo para a nova reforma tributária sugere que a carne e outras proteínas mantenham uma alíquota reduzida, com um desconto de 60%, conforme detalhado pelo governo nesta quinta-feira (25) ao explicar as regras do texto encaminhado ao Congresso. Mas isso vale apenas para os mais pobres que ganham até Meio Salário Mínimo por famíla.
Entretanto, é importante entender como isso afetaria as diferentes camadas sociais do país em seu dia a dia.
Segundo Victoria Abel, repórter do jornal O Globo em Brasília, que esteve presente na coletiva de imprensa convocada pelo ministro Fernando Haddad para detalhar a proposta, teoricamente, tanto os mais ricos quanto os mais pobres pagariam menos pelo alimento.
De acordo com Abel, na prática, os mais (pobres que ganham até meio salário mínimo por família) acabam pagando ainda menos, conforme explicado pelo governo. Isso se deve ao chamado cashback, um sistema que reembolsa parte dos impostos para as famílias de baixa renda incluídas no Cadastro Único (CadÚnico), aquelas com renda per capita de até meio salário mínimo.
A carne está incluída na chamada cesta estendida, onde os produtos têm desconto de 60%. Enquanto os ricos se beneficiam apenas desse desconto, os mais pobres, cadastrados no CadÚnico, além do desconto de 60%, também recebem o cashback.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em março deste ano, quase 42 milhões de famílias estavam cadastradas no Cadastro Único, totalizando 96,5 milhões de pessoas, quase metade da população brasileira estimada em 203 milhões em 2022.
De acordo com os dados e informações do Governo Federal, famílias que ganham 1 ou 2 salários mínimos não são considerados pobres.
