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Hoje é Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026.
Na Sessão ordinária da Câmara Municipal realizada nesta segunda-feira, o episódio controverso envolvendo o vereador Antônio Bianchi e a prefeita Rhaiza Rejane Neme de Matos ganhou destaque. Após o vereador proferir falas consideradas misóginas contra a prefeita durante o uso da tribuna, uma denúncia foi apresentada pela mesma, resultando em debates acalorados e, por fim, no arquivamento do caso.
Dos votos registrados, apenas três vereadores se posicionaram contra o arquivamento: Rafael Volpato, Símon Rogério e Luiz Carlos Garcia, o Bolacha. Essa minoria defendeu uma investigação mais aprofundada e possíveis medidas disciplinares contra o vereador Bianchi. Uma das surpresas desse desfecho foi o voto a favor do arquivamento pelo líder da prefeita, Josias de Carvalho e demais vereadores, indicando uma certa divisão dentro da base governista em relação ao assunto.
O caso levantou debates sobre a responsabilidade dos representantes públicos em relação ao discurso e comportamento ético, especialmente quando se trata de questões de gênero. Enquanto alguns defendiam que o arquivamento encerraria o assunto, outros argumentavam que seria uma oportunidade perdida de reforçar a intolerância contra discursos misóginos. Apesar do arquivamento, o episódio ressalta a importância de uma discussão contínua sobre o tratamento igualitário e respeitoso a todas as pessoas na esfera pública, independentemente de gênero. O debate certamente continuará reverberando na comunidade, alimentando reflexões sobre os valores que regem a representação política e o respeito mútuo entre os membros da sociedade.
