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Hoje é Sábado, 21 de Fevereiro de 2026.
A empresária Cristiana Prestes Taddeo afirmou, em seu acordo de delação premiada, que a Polícia Civil da Bahia omitiu propositalmente o nome do então governador da Bahia, Rui Costa (PT), nos depoimentos que ela prestou sobre as fraudes no contrato de R$ 48 milhões para a compra de respiradores.
Foi o próprio Rui Costa, quando ainda governava o Estado, quem determinou a abertura de inquérito pela Polícia Civil sobre a compra dos equipamentos que jamais foram entregues. Este é um dos argumentos apresentados pela defesa de Costa, que é ministro-chefe da Casa Civil desde 2023, para negar envolvimento com o negócio que causou prejuízo ao erário.
Num dos anexos da delação — a que o UOL teve acesso —, Taddeo afirma que os delegados que estavam à frente da investigação baiana recusaram-se a transcrever as citações ao nome do governador nos termos de depoimento. A dona da empresa Hempcare, que recebeu os recursos e não entregou os respiradores, diz ter citado o petista "três ou quatro vezes.
"Todas as vezes que eu mencionei o governador Rui Costa, os delegados que estavam me entrevistando minimizaram a sua participação dizendo que ele não tinha nenhuma culpa; que essas respostas se repetiram e, em algumas oportunidades, de forma agressiva; que então eu percebi que eles estavam protegendo o governador". Cristiana Taddeo, em delação premiada
(UOL)
