QUARTA-FEIRA, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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30/07/2015 | Fonte: InternacionalNews

Paranhos- Vereador acusado de desvio milionário pode sofrer processo de cassação

Fidêncio é acusado de montar um esquema de fraude que sangrou os cofres públicos de Paranhos
Foto divulgação

Acusado de corrupção, o vereador Fidencio Moragas (PRB) poderá perder o mandato já na primeira sessão do segundo semestre de 2015 na Câmara Municipal de Paranhos. A sessão terá início às 9:00 da próxima segunda-feira (03/08) e para efetivar a cassação seis vereadores precisam votar a favor.

COMISSÃO PROCESSANTE
Há aproximadamente 90 dias, uma comissão processante foi criada pela Câmara para apurar irregularidades nas vendas de produtos alimentícios realizadas por uma empresa administrada pelo vereador Fidencio, que atualmente ocupa a cadeira de Secretário de Governo na Prefeitura de Paranhos.

Apesar da negação de vínculo do vereador com a BM Moraga-ME, que é de propriedade do seu filho Bruno Marques Moragas, o InternacionalNews teve acesso à cópia de uma folha de cheque assinada por Fidencio que prova o contrário. Acompanhe:

Além disso, a instituição bancária também confirma que a conta corrente desta empresa é movimentada por Fidencio, por força de uma procuração feita onze dias depois da criação da empresa e após pouco menos de um mês depois da diplomação dos mandatos eletivos.

BEM PLANEJADO

Conforme informações da Receita Federal, a empresa BM Moraga-ME foi formalmente criada no dia 10 de janeiro de 2013, data que Fidencio e o prefeito Júlio Cesar de Souza (PDT) já sabiam ter sido eleitos.

Sendo proprietário da empresa, Fidencio não poderia vender para a Prefeitura, por isso usou o nome do seu filho Bruno, acadêmico de Engenharia Civil em Dourados, para tentar burlar essa norma. Certamente a empresa foi constituída sob simulação.

As duas testemunhas do processo e os delatores afirmam que é de conhecimento de toda população de Paranhos que o vereador Fidencio é o proprietário do “Supermercado Moreira”, nome fantasia da BM Moraga-ME.

Mesmo sendo amigo pessoal de Fidencio, o prefeito Júlio Cesar afirmou que não sabia que seu comissionado — funcionário de confiança — administrava a empresa e que teve conhecimento da procuração que vinculava Fidencio à BM Moraga-ME somente após a denúncia.

Consta na denúncia ainda, que o vereador usava a empresa E. Marques da Silva-ME para somar forças e abrir caminho para a BM Moraga-ME conseguir sustentação e “abocanhar” os contratos de forma injusta, lesando os outros concorrentes da licitação.

A empresa E. Marques da Silva-ME tem nome fantasia “Mercado Moreira” e também celebrou contratos com a Prefeitura. Segundo informações, esta é de propriedade da ex-mulher de Fidêncio.

É de se sublinhar que, na função de Secretário de Governo, o vereador poderia ter acesso à informações privilegiadas sobre os trabalhos licitatórios, passando a ser ganhador na maioria das licitações que participava, por conta das supostas técnicas de cartas marcadas.

Ainda conforme a denúncia, algumas vendas da BM Moraga-ME para a Prefeitura de Paranhos foram realizadas somente no papel, ou seja, o serviço foi pago, mas não foi prestado e nesse ínterim foram desviados valores superiores à R$ 1 milhão.

Os denunciantes destacam ainda a rápida ascensão econômica do vereador que trabalha há 30 anos em Paranhos, mas duplicou seu patrimônio em poucos meses de contratos com a Prefeitura.

No fim de 2014, a justiça tornou indisponíveis os bens de Fidencio, por improbidade administrativa. No entanto, o esquema do vereador Fidencio foi tão bem articulado que, após o início da celebração dos contratos com a Prefeitura de Paranhos, ele passou a fazer investimentos no país vizinho, usurpando assim a possível punição que estaria submetido no futuro.

INADIMPLÊNCIA
Além de toda essa negociata, a BM Moraga-ME não trabalhava adequadamente às circunstâncias, vendendo alimentos de baixa qualidade e deixando de fornecer. Por várias vezes houve falta de merenda nas escolas de Paranhos, o que inclusive gerou protestos de alunos, ganhando grande cobertura dos jornais de Mato Grosso do Sul.

 

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