SÁBADO, 23 DE MARÇO DE 2019
Untitled Document
15/03/2019 | Fonte: SULNEWS

PF “ratifica confiança” em apuração criticada pelo MPF sobre ataque a índios

Ataque a índios na fazenda Yvu ocorreu após invasão; MPF viu conduta irregular de integrantes da PF
Ataque a índios na fazenda Yvu ocorreu após invasão; MPF viu conduta irregular de integrantes da PF | Foto: HÉLIO DE FREITAS

HUMBERTO MARQUES

A Polícia Federal informou “ratificar” a confiança nas investigações realizadas pelo órgão sobre denúncias que incluíram inserção de dados falsos, falsidade ideológica e prevaricação contra integrantes de seus quadros, que teriam ocorrido durante apurações sobre ataques a índios ocorridos em Caarapó. As acusações, arquivadas em primeira instância, forma alvos de recurso do Ministério Público Federal (MPF) no Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

As investigações envolveram o ataque à fazenda Yvu, em 14 de junho de 2016 (dois dias depois de a propriedade ter sido invadida), sobre o qual fazendeiros da região foram denunciados. Na ocasião, tiveram a prisão preventiva os agropecuaristas Dionei Guedin (que se entregou em 22 de agosto daquele ano), Jesus Camacho, Virgílio Mettifogo, Eduardo Tomonaga e Nelson Buainain Filho –dono da propriedade–, que tiveram as prisões decretadas em 5 de julho daquele ano, cumpridas em 18 de agosto.

Dionei Guedin, em interceptações telefônicas, aparece dialogando com o delegado Denis Colares de Araújo, da PF, no mesmo dia em que se entregou, recebendo “dicas” sobre como proceder antes de se apresentar às autoridades. A possível proximidade entre ambos motivou a quebra de sigilo telefônico do policial.

 

Foi um dos pontos de partida para denúncia apresentada em 31 de julho de 2017 contra agente e delegados da Polícia Federal em Dourados por falsidade ideológica e crimes contra a fé pública – sob a alegação que, de 22 de agosto a 8 de setembro de 2016 os acusados usaram a estrutura policial para excluir informações e inserir dados e legendas falsas no sistema de escutas judiciais, além de omitir declaração que deveria ser repassada à Procuradoria e a substituir por outra que teria alterado a verdade sobre fato juridicamente relevante.

Delegacia da PF em Dourados, que capitaneou apurações. (Foto: Helio de Freitas/Arquivo)
Delegacia da PF em Dourados, que capitaneou apurações (FOTO - Helio de Freitas/Arquivo)

ARQUIVO

Em nota, a Superintendência da PF em Mato Grosso do Sul se posicionou sobre o recurso do MPF ao TRF-3. O órgão reforça que foram abertos inquérito policial e procedimento disciplinar, com realização de diligências, para ser efetuada a apuração. “Em ambas as esferas, tanto criminal como disciplinar, não foram encontradas provas de condutas delitivas e transgressões disciplinares por parte dos policiais federais”, informa o comunicado, reiterando o arquivamento das acusações também em primeira instância.

COMENTE ESTA NOTÍCIA:
» NOTÍCIAS RELACIONADAS
Postada em: 23/03/2019 Motorista é preso com espingardas, revólver e animal abatido
Postada em: 22/03/2019 Contrabandista abandona carro com mais de 11 mil maços de cigarros
Postada em: 22/03/2019 PMA captura dois jacarés na área urbana de Coxim de 1,6 e 2 metros
Postada em: 21/03/2019 PM de Japorã cumpre dois mandados de prisão
Untitled Document
Desenvolvimento: Luciano Dutra