QUARTA-FEIRA, 16 DE JANEIRO DE 2019
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19/12/2018 | Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

Chefão do tráfico é alvo de atentado a bombas e tiros na fronteira

Policiais paraguaios em uma das casas destruídas por bombas e fogo na madrugada de hoje em Ypejhú (Foto: Direto das Ruas)

O alvo do ataque a bombas e tiros na madrugada desta quarta-feira em Ypejhú, cidade paraguaia vizinha de Paranhos (MS), a 469 km de Campo Grande, era Zacarias Alderete Peralta, considerado um dos principais chefes do tráfico de drogas naquela região da fronteira.

As três casas e a loja de venda de veículos Tatto destruídas por incêndio provocado pelos explosivos detonados pela quadrilha que fez o ataque era da família de Zacarias. Pelo menos 30 bandidos participaram do ataque, segundo relatos dos moradores.

A filha dele, Rosana Antonia Alderete Peralta, a nora Aline Veron Vittencourt e o neto, de seis meses de vida, estavam em uma das casas quando os bandidos chegaram, por volta de 3h30.

Os três foram levados para a frente da residência enquanto a quadrilha destruía o local com bombas. Os bandidos pouparam a vida das mulheres e das crianças, porque o alvo seriam Zacarias e seus filhos, segundo policiais paraguaios.

Aline é mulher de Diego Zacaria Alderete Peralta, filho de Zacarias e um dos sobreviventes da chacina ocorrida em 2015 em Paranhos.

Disputa sangrenta – Em 19 de outubro de 2015, pistoleiros em duas caminhonetes dispararam pelo menos cem tiros em um grupo que estava numa padaria na área central de Paranhos.

Morreram Bruno Vieira de Oliveira, 26, Mohamed Youssef Neto, 31, Rodrigo da Silva, 28, Denis Gustavo, 24, e Arnaldo Andres Alderete Peralta, 32. Anderson Cristiano, 27, e Diego Zacaria Alderete Peralta, 26, sobreviveram, mas Diego teve a perna amputada em consequência do ferimento.

Após a chacina, a guerra entre o clã Zacarias e o sul-mato-grossense Luiz Carlos Gregol, 40, o Tatá, se intensificou. Zacarias responsabilizou Tatá pelo ataque, em mais um capítulo da sangrenta batalha pelo controle do tráfico de drogas no Departamento de Canindeyú.

Gregol foi morto a tiros no dia 5 de novembro deste ano, em Amambai, a 366 km da Capital. Após a morte, moradores da região afirmavam que Zacarias teria se tornado o único chefão do crime, mas o ataque desta madrugada deixa claro que ele agora virou alvo de outro grupo criminoso.

Segundo policiais paraguaios, após destruírem as casas e a loja de carros, os bandidos em cinco caminhonetes deixaram Ypejhú e cruzaram para o lado brasileiro da fronteira. Pelo menos duas caminhonetes já foram encontradas queimadas.

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