SEGUNDA FEIRA, 25 DE MARÇO DE 2019
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18/12/2018 | Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

Fuzil usado em atentado no PY pode ser o mesmo que matou policial civil em MS

Camionete de Pedrinho, atingida pelos disparos de fuzil. (Foto: ABC Color)

O fuzil AK 47 usado para alvejar a camionete ocupada por Pedro Gimenez da Luz, 24, no início deste mês em Pedro Juan Caballero, PY, pode ser o mesmo usado no atentado que matou o policial civil Wescley Dias Vasconcelos, de 37 anos, em março deste ano por Ponta Porã, cidade que faz fronteira com o Paraguai a 323 km de Campo Grande. Pedrinho é sobrinho do narcotraficante pontaporanense Jarvis Gimenez Pavão.

Em comum, os dois crimes ainda podem ter o mesmo mandante que era também um dos rivais de Pavão. O bandido brasileiro Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, apontado como a mente por trás do derramamento de sangue de alguns dos principais crimes na fronteira, enquanto busca o domínio do narcotráfico entre os dois países. 

Um estudo balístico da polícia paraguaia, realizado a partir das cápsulas do rifle calibre 7,62 x 39, que atingiram a caminhonete F150 preta de Pedrinho, no último dia 4 foi o que atestou a possível relacação entre os dois crimes.

Ainda conforme o site Capitan Bado o relatório sobre o atentado já foi enviado ao Ministério Público e as polícias paraguaia e brasileira estão coordenando ações conjuntas para obter mais informações sobre os dois casos.

Atentado - O rapaz de 24 anos e dois seguranças estavam na caminhonete blindada Ford F150 Raptor preta, que foi perseguida por pistoleiros em dois carros e atingida por dezenas de tiros por volta de 18h30 do dia 4 de dezembro. Ele ficou ileso e seus capangas sofreram ferimentos leves.

Segundo policiais da fronteira, o atentado é mais uma investida de Minotauro para eliminar a concorrência e controlar o crime organizado na Linha Internacional. A família de Jarvis Pavão é vista como ameaça para o bandido ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Pavão, está preso no Presídio Federal de Mossoró (RN). Já Minotauro, que também usa documento paraguaio em nome de Celso Matos Espíndola, é procurado há meses pela polícia dos dois países.

Na mira do PCC – As investigações apontaram que a execução do policial civil Wescley Dias Vasconcelos, de 37 anos, no dia 6 de março deste ano, decorreu do trabalho do servidor para tentar identificar bandidos brasileiros presos em Pedro Juan, por isso teria sido jurado de morte pela facção.

Wescley foi morto com 30 tiros de fuzil AK-47 em frente à sua casa na Vila Reno, em Ponta Porã. Ele estava com uma estagiária que sobreviveu ao atentado.

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