SEXTA-FEIRA, 22 DE MARÇO DE 2019
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08/11/2018 | Fonte: G1

Médica que publicou post relacionando alta de pacientes a voto em Bolsonaro responde a 2 sindicâncias

Posts da médica Beatriz Padovan Vilela de Campo Grande (MS) causou repercussão nas redes sociais — Foto: Facebook/Reprodução

A médica Beatriz Padovan Vilela, que publicou um post no facebook no dia 27 de outubro, véspera do segundo turno das eleições, em uma Unidade Básica de Saúde (UPA) dizendo que apenas pacientes que votassem em Bolsonaro teriam alta, responde a 2 sindicâncias pelo caso.

Uma foi instaurada pela Secretaria de Saúde de Campo Grande (MS), onde a médica é lotada, e outro pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MS). O CRM disse que não comentaria o assunto. A Sesau, por meio da assessoria, disse que a médica responderá por uma questão ética e disciplinar, e a sindicância deve durar de 45 a 60 dias.

Beatriz retratou-se por escrito, pedindo desculpas. Sobre as sindicâncias, disse que trata-se de um processo burocrático, uma vez que houve denúncia do Ministério Público, e que será uma oportunidade para defender-se.

Em entrevista ao G1, a médica disse que não imaginava que o caso ganharia repercussão, por ter reproduzido o texto:

"Foi uma brincadeira infeliz, mas foi uma brincadeira. Obviamente eu não estava falando sério, não prejudiquei ninguém. Esse texto já estava rodando nas redes sociais no 1° turno, eu só reproduzi. Acho que a comoção causada pela eleição foi um fator determinante na repercussão do caso", declarou.

Beatriz conta que, em poucas horas, conforme o post era compartilhado, começou a receber mensagens hostis e até ameaças de morte em suas redes sociais:

 

"Maldade mesmo. Pessoas começaram a me xingar, me mandaram mensagens dizendo que iam me bater na rua, me ameaçaram de morte, diziam que se Bolsonaro ganhasse e fosse liberado o porte de armas, eu seria a primeira a levar um tiro."

 

Segundo a Sesau, na data do post, o atendimento aos pacientes na UPA em que a médica cumpria plantão não foi prejudicado. Beatriz, que é clínica geral, continua fazendo parte do quadro de funcionários da prefeitura e cumprindo sua carga horária em unidades de saúde.

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