SEGUNDA FEIRA, 18 DE MARÇO DE 2019
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05/11/2018 | Fonte: G1

Marina Ruy Barbosa estreia no cinema

Sidney Santiago Kuanza, Marina Ruy Barbosa e Daniel Rocha no filme 'Sequestro Relâmpago' — Foto: Divulgação

Marina Ruy Barbosa é doce em quase todos seus papéis na televisão, mas sua estreia no cinema é o oposto da aura de calmaria que a acompanha.

Dirigido por Tata Amaral, "Sequestro Relâmpago" é um suspense baseado em uma história real e traz Marina como Isabel, que passeia entre vítima assustada e mulher poderosa.

Na história, Isabel sai de um bar e é abordada por Matheus e Japonês, juntos para realizar uma série de sequestros pela primeira vez.

São 22h, eles não conseguem sacar o dinheiro da vítima e decidem mantê-la refém até a manhã seguinte. O suspense da diretora de "Antônia" e "Um Céu de Estrelas" chega no dia 22 de novembro aos cinemas.

Daniel Rocha, que já interprepetou o tipo bad boy em algumas novelas, e o ator de teatro Sidney Santiago Kuanza dão vida à dupla de assaltantes inexperiente e compõem, com Marina, o trio complexo que domina os 85 minutos de filme.

Os trêm rodam uma noite inteira pelas ruas de São Paulo e, aos poucos, constroem uma relação de intimidade que por vezes beira a afetividade. Dada a abertura, e com uma madrugada pela frente, eles debatem desigualdade social e racismo.

"É um filme muito contemporâneo pra gente entender a complexidade que é o nosso país, a complexidade que é a composição de uma grande cidade", defende Sidney, que além de ator é formado em sociologia e militante.

 

Violência sexual

 

Isabel está a todo tempo na iminência de sofrer violência sexual, e as violações a seu corpo acontecem gradativamente: uma passada de mão indevida, um aperto intruso, ameaças verbais. Mesmo assustada, a personagem negocia sua vida e integridade por meio da inteligência que ostenta frente à incapacidade organizacional e intelectual dos meninos.

"Minha maior motivação foi, por meio desta história verídica, falar do medo que toda mulher brasileira sente de sofrer violência sexual, violência de gênero. O Brasil é o 5º no mundo em violência contra a mulher” explica a diretora.

A atriz garante que a força de Isabel não vem só dela. Para viver a personagem, recebeu relatos de várias seguidoras que passaram por situações parecidas e a ajudaram a contar uma história tão cruel e comum entre as brasileiras.

 

Marina durona

 

Para Marina, a personagem foi um alívio. A atriz aceita de sorriso aberto a alcunha de princesa que o público insiste em entregar a ela, mas tenta, sem alarde, se desvencilhar dessa imagem. "Para mim, qualquer rótulo é ruim, diz.

 

"Quando eu li o roteiro, falei 'cara, vai ser demais começar assim', fazendo um filme tão diferente de tudo que eu vinha fazendo na televisão, com uma personagem como a Isabel que tem uma força feminina muito potente, uma voz e uma inteligência emocional pra sair dessa situação que ela é colocada".

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