SEGUNDA FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2018
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26/10/2018 | Fonte: DOURADOS NEWS

Após aulão barrado pela Justiça, UFGD diz ser favorável ao ambiente plural

Foto: Divulgação

Horas depois da Justiça Eleitoral barrar aulão no Centro de Convivência da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), na Cidade Universitária, na manhã desta quinta-feira (25/10), a Reitoria da Instituição divulgou nota cobrando liberdade e se posicionando a favor de um ambiente democrático. 

No posicionamento, não há qualquer menção em relação à determinação da Justiça, mas sim, de defesa de um ambiente plural e de um local onde existam pontos de vistas variados. 

“Em se tratando de uma universidade pública, a UFGD se posiciona a favor de um ambiente plural, com produção científica, artística e cultural; um lugar de conhecimento. Este ambiente deve ser democrático, para oportunizar o diálogo, a produção de pensamento crítico, proposta de ideias e posições, inclusive antagônicas, com possibilidade de pontos de vistas variados, mas sempre no âmbito das tolerâncias”, diz trecho do material.

Logo em seguida, a Reitoria pede que o espaço universitário seja respeitado, “garantindo-se assim, as liberdades de pensamento e de reunião asseguradas pela Constituição”, veja a nota abaixo.

O ato

A Justiça Eleitoral barrou na manhã desta quinta-feira (25/10), em Dourados, uma aula pública no Centro de Convivência da Unidade II da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), localizado na Cidade Universitária. 

Com o tema ‘esmagar o fascismo’, o DCE (Diretório Central dos Estudantes) realizava o ato quando, por volta de 11h, oficial de justiça apresentou mandado para que a atividade fosse suspensa. 

Conforme o Diretório, o microfone estava livre para estudantes se manifestarem sobre a conjuntura política atual. Porém, com a determinação judicial, as falas foram interrompidas. 

A ação da Justiça foi tratada pelo próprio DCE como ‘censura’.

“Repudiamos esse ato de censura à liberdade de manifestação e reunião de pessoas. Não nos calaremos!”, diz a página no Facebook.

A medida foi tomada pela Justiça após denúncia realizada pelo aplicativo ‘Pardal’, dando conta da proibição de utilização de locais públicos para a realização de campanha eleitoral, já que o nome do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), era citado na aula. 

A determinação foi realizada pelo juiz da 18ª Zona Eleitoral, Rubens Witzel Filho e cumprida pela Polícia Federal.

Veja nota na íntegra

Nos próximos dias teremos o segundo turno das eleições de 2018 no Brasil e muito nos preocupam as manifestações de ódio e violência por convicções políticas já em andamento.  

Em se tratando de uma universidade pública, a UFGD se posiciona a favor de um ambiente plural, com produção científica, artística e cultural; um lugar de conhecimento. Este ambiente deve ser democrático, para oportunizar o diálogo, a produção de pensamento crítico, proposta de ideias e posições, inclusive antagônicas, com possibilidade de pontos de vistas variados, mas sempre no âmbito das tolerâncias, respeitando-se as perspectivas ideológicas e as condições pessoais de forma não-violenta, repudiando qualquer tentativa de cerceamento às diferenças e/ou atentado à nossa Constituição.

Neste sentido é importante que o espaço universitário seja respeitado, garantindo-se assim, as liberdades de pensamento e de reunião asseguradas pela Constituição.

Reafirmamos e tornamos público o apreço pelo Estado Democrático de Direito do Brasil, pela autonomia da Universidade Federal pública, apartidária, laica, pluralista, gratuita e com qualidade e, desejamos que nestas eleições, predomine o espírito de paz e respeito às liberdades entre o povo brasileiro.

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