TERÇA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO DE 2018
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26/10/2018 | Fonte: G1

Black Eyed Peas volta após 8 anos em 'Masters of the Sun' sem Fergie e sem hits rebolativos

Capa de 'Masters of the Sun Vol. 1', do Black Eyed Peas — Foto: Divulgação

O Black Eyed Peas que lança disco nesta sexta-feira (26) não é o mesmo que te fez dançar nos anos 2000.

As boas batidas batidas e as letras com aquele carpe diem pop não estão mais com a banda americana. Fergie também não: saiu em carreira solo no ano passado.

Tem quem pense que o Black Eyed Peas começou em 2003, com "Elephunk" e seus hits "Shut up" e "Let's Get Started". Mas o primeiro disco com Fergie foi o terceiro do grupo, um trio entre 1992 e 2002.

O hip hop mais politizado, romântico e pretensamente raiz dessa fase volta em "Masters of the Sun, Vol. 1", sétimo álbum deles.

 

Alguém entrou 'no lugar' da Fergie?

 

Em vez de convocarem outra cantora titular, o trio aposta em:

 

  • Featurings: seis das 12 músicas têm participações;
  • Vocais femininos em todas as músicas, sendo apenas duas famosas: a ex-pussycat doll Nicole Scherzinger e CL, nome do k-pop;
  • Vozes como a da nigeriana Ray BLK e da filipina Jessica Reynos, creditadas só na ficha técnica, não são consideradas parcerias oficiais. Dá para entender: são vocalistas sem a mínima personalidade. "Yes or No" parece até ter Fergie no backing vocal.

Mais consciente

 

Antes, Will.I.Am, Apl.de.ap e Taboo versavam sobre assuntos como beber observando bundas ("My Humps") e festas infinitas ("Don't Stop the Party", "I Gotta Feeling").

Agora, rimam sobre temas mais sérios como a necessidade de se revoltar contra a indústria farmacêutica ("Ring the Alarm") e a preocupação em conscientizar os mais jovens sobre os vícios em opioides e aparelhos eletrônicos ("Big Love").

Na fase festeira, o Black Eyed Peas tomava refrão emprestado de "Time of my Life" (megahit do filme "Dirty Dance"). Na nova "Wings", o refrão sampleado é de "Tom's Dinner", canção intimista de Suzanne Vega.

Nessa música com Nicole Scherzinger e em "4Ever", o grupo faz lembrar a execrável bossa nova de supermercado. É aquela trilha na qual moças aparentemente gripadas cantam versões calmas dos Stones ou de sei lá quem enquanto enchemos nossos carrinhos.

No fim, "Masters of the Sun" não é um retorno tão contundente, mas a ideia do Black Eyed Peas parecia ser esta: não perder fãs da fase Fergie e dar pistas de que tempos menos festeiros estão chegando. Tenho uma sensação de que a parte 2 pode trazer um rompimento de verdade...

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