QUINTA-FEIRA, 13 DE DEZEMBRO DE 2018
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01/10/2018 | Fonte: G1

7 em cada 10 idosos brasileiros sofrem de doenças crônicas, aponta estudo

Idosos reunidos em imagem de arquivo — Foto: Prefeitura de Nova Odessa

Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (1º), em Brasília, aponta que 69,3% dos idosos brasileiros sofrem pelo menos uma doença crônica. Os cinco diagnósticos mais frequentes, na ordem, são hipertensão, dores na coluna, artrite, depressão e diabetes.

Os dados fazem parte do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (Elsi), pesquisa também replicada em outros países, que busca entender o perfil da população mais velha à medida em que vai envelhecendo.

 

  • Idoso com nenhuma doença crônica: 30,7%
  • Com uma doença crônica: 39,5%
  • Com duas ou mais doenças crônicas: 29,8%

 

 

Dependência do SUS

 

Outro ponto abordado pela pesquisa mostra que 75,3% dos idosos dependem exclusivamente do serviço do Sistema Único de Saúde (SUS), e que 83,1% fizeram ao menos uma consulta médica nos últimos 12 meses – considerando também a rede privada.

Atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros: são 29,3% milhões de pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2030, o número de idosos deve superar o de crianças e adolescentes.

Para fazer o levantamento, foram ouvidas pessoas com 50 anos ou mais, entre 2015 e 2016, em 70 municípios das cinco regiões do país. A ideia, segundo o ministério, é de acompanhar este mesmo grupo de pesquisados ao longo do tempo.

O medo

 

O estudo, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também mostra qual é o principal receio da população idosa: o de cair. De acordo com a pesquisa, 43% dos idosos disseram ter medo de cair na rua.

“O ambiente urbano está associado ao medo de queda, que é um dos eventos mais indesejáveis. E a participação social está associada ao medo de atravessar a rua e a dificuldade com os meios de transporte”, disse uma das coordenadoras do estudo, professora Maria Fernanda Lima e Costa.

 

“A cidade amiga do idoso é uma importante iniciativa. Mas temos que sair do discurso.”

 

Para o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, a pesquisa traz dados que alertam para a necessidade de se antecipar e traçar políticas públicas coordenadas voltadas aos idosos.

“Avaliamos que saúde é responsabilidade de todos: educação, mobilidade, saneamento, oportunidade de morar em residência digna”, declarou. “Temos que aproveitar os estudos para fazer uma ampla discussão com outros setores do governo, para que possamos trazer alternativas a essa população que envelhece.”

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