QUINTA-FEIRA, 13 DE DEZEMBRO DE 2018
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11/09/2018 | Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

Auditoria Militar julga no dia 20 oficial da PM preso na Máfia do Cigarro

Admilson (de boné) foi preso em 16 de maio em operação do Gaeco. (Foto: Fernando Antunes/Arquivos)

A Auditoria Militar marcou para o próximo dia 20 o julgamento do tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa. O processo por organização criminosa, movido pelo Ministério Público Militar, está sob sigilo, mas a data foi divulgada no Diário da Justiça. A reportagem apurou que é uma ação conexa à operação Oiketicus, que denunciou 28 policiais militares por participação na Máfia do Cigarro.

O padrão de vida do policial chamou a atenção dos investigadores. O MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) traça um cenário de ostentação para o oficial que comandava a PM em Jardim.

Entre 2015 e 2018, são relacionadas viagens (R$ 8 mil por duas noites no Hotel Pestana Rio Atlântica Copacabana, no Rio de Janeiro), compras na Prada Brasil, banheira de R$ 28 mil e whisky de R$ 1.490.

De janeiro de 2018, a investigação pinçou uma excursão de Admilson, com uma motocicleta BMW, por Bolivia, Panamá, Colômbia, Honduras, México e Estados Unidos. Os gastos previstos por integrantes do grupo era de R$ 10 mil. A moto teve custo de R$ 78.209,99.

“A título de ilustração da vida à revelia da compatibilidade de seus vencimentos, válido citar um caso em que fotos tiradas pelo próprio denunciado Admilson se constata ostentação com a compra de uma garrafa whisky Royal Salute, em restaurante Ocean Blue, que somado ao encargos e a compra de água, atingiu o montante de R$ 1.701,78”. A bebida alcoólica teve custo de R$ 1.490. A conta foi dividida por duas pessoas.

O oficial está preso desde 16 de maio, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), braço do MP/MS, e a Corregedoria da PM (Polícia Militar) deflagraram a primeira fase da Oiketicus.

O nome é alusivo a inseto conhecido popularmente como “bicho cigarreiro”. O advogado Ivan Lacerda, que atua na defesa do oficial, informa que o processo está sob sigilo e não pode se manifestar.

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