QUARTA-FEIRA, 12 DE DEZEMBRO DE 2018
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28/08/2018 | Fonte: CORREIO DO ESTADO

Em audiência, namorada desmente versão de acusado de matar casal em acidente

Acidente aconteceu na região central de Campo Grande - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Primeira audiência do caso em que o Saulo Lucas Barbosa Vieira é acusado de matar o casal Luiz Vicente da Cruz, 69 anos, e Aparecida de Souza da Cruz, 59, em crime de trânsito, foi realizada na tarde de hoje, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Em depoimento, a namorada do acusada na época, desmentiu versão dada por ele na delegacia. 

Acidente aconteceu no dia 15 de junho deste ano. O Fiat Uno conduzido pelo acusado colidiu com o Corsa Sedan do casal, no cruzamento das ruas Anhanduí e Marechal Cândido Mariano Rondon. O réu estava dirigingo na contramão e apresentava sinais de embriaguez.

Na audiência de hoje, quatro testemunhas de acusação, dois policiais militares que atenderam a ocorrência, um funcionário de hotel próximo ao local do acidente e a ex-namorada do acusado foram ouvidos.

A namorada do acusado na época, desmentiu a versão dada por ele na delegacia, de que teria passado a noite em sua casa. Em sua versão, ela afirmou que foi até a casa do rapaz um dia antes do acidente, saiu de lá por volta das 22h40 e não o viu mais. Ela disse ainda que o réu estava trabalhando e residindo em Campo Grande. Ele era motorista de caminhão, entregando frangos em supermercados há pelo menos sete meses e morava em um quarto num lava-jato, na Avenida Duque de Caxias.

Conforme depoimento dos policiais militares do Batalhão de Trânsito, quando eles chegaram no local, os carros já estavam capotado e as vítimas já estavam em óbito. Eles contaram que o acusado foi abordado por um PM e se negou a realizar o teste do bafômetro, tendo sido lavrado um termo de constatação de embriaguez, em virtude de Saulo estar visivelmente bêbado, com olhos vermelhos, fala arrastada e odor etílico.

Funcionário do hotel afirmou que viu “um vulto de veículo” passando na contramão, mas que por conta da alta velocidade, não conseguiu identificar o modelo. Logo após, ele afirma que ouviu dois estrondos sequenciais, que acredita ser a colisão do veículo na passarela de pedestre elevada e, em seguida, o barulho do choque com outro veículo.

Outra audiência foi marcada para o dia 20 de setembro, onde será ouvida a última testeminha de acusação, testemunhas de defesa e o acusado. Saulo responde o processo preso.

Saulo foi denunciado pela prática de homicídio doloso qualificado por motivo torpe, exposição de perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas, uma vez que teria agido com dolo eventual, ao assumir o risco de produzir um grave acidente e provocar a morte de outras pessoas, desrespeitando diversas regras de trânsito, colidindo contra o automóvel ocupado pelas vítimas, causando-lhes ferimentos que foram a causa efetiva de suas mortes.

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