SÁBADO, 20 DE OUTUBRO DE 2018
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21/08/2018 | Fonte: G1

Madrasta aguardou 1 hora para acionar Samu após espancamento e morte de bebê em MS, diz polícia

Médico que atendeu a ocorrência prestou depoimento na delegacia e ressaltou a frieza do casal suspeito do crime. Delegado deve encerrar inquérito nos próximos dias
A madrasta do bebê foi presa em flagrante em Dourados, MS (Foto: TV Morena/Reprodução)

A polícia já ouviu cerca de 10 pessoas no caso do bebê de um ano e seis meses, morto por espancamento em Dourados, a 214 km de Campo Grande. Entre as testemunhas, está o médico plantonista do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que ressaltou nos autos a frieza do casal suspeito do crime, já que a madrasta aguardou, no mínimo, uma hora para acionar socorro.

"O médico que atendeu no local comentou que eles foram acionados por volta das 7h (de MS). No entanto, ele ressaltou que o menino estava morto há mais de uma hora. O casal permanece preso e já está no presídio. O fato ocorreu no dia 16 deste mês e eu tenho 10 dias para concluir o inquérito, o que ocorrerá até o final desta semana", afirmou ao G1 o delegado Marcelo Damaceno, responsável pelas investigações.

Com relação à mãe biológica das crianças, o delegado afirmou que ela possuía medida protetiva contra o casal. Em depoimento, a mulher disse que o seu ex-companheiro, Joel Rodrigo Ávalo Santos, de 24 anos, se casou neste ano com Jéssica Leite Ribeiro, de 21 anos. Ela, no entanto, não imaginava que eles poderiam agredir os filhos, pois nunca percebeu sinais de agressão.

"Quando condenados, eles [suspeitos] podem ter um agravante por conta das medidas protetivas. São agravantes e atenuantes que o juiz pode avaliar e aumentar a pena", explicou. A suspeita do crime, atuava como atendente de farmácia e lutadora de MMA. Já o pai, atuava como padeiro e também lutava em competições.

Entenda o caso

 

O crime ocorreu na manhã do dia 16 de agosto. Na ocasião, o bebê estava em casa com a madrasta e o pai. Eles tiveram a prisão preventiva decretada e estão na Penitenciária Estadual de Dourados (PED). No mesmo dia, durante a tarde, a polícia prendeu em flagrante o casal.

O laudo da perícia apontou lesões e hematomas no pescoço, cabeça e também nas costas da criança. A mais grave, uma pancada, teria quebrado costelas e com isso, houve dilaceração no fígado. No conselho tutelar não havia denúncia de maus tratos ao menino.

Na delegacia, a mãe do bebê disse que nunca percebeu comportamento estranho, e que quer apenas justiça: "Eu espero que pague, porque é uma criança. Eu nunca esperava estar aqui".

Mãe do bebê que morreu com indícios de agressão quer que pai e madrasta paguem pelo crime (Foto: TV Morena/Reprodução)

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