SEXTA-FEIRA, 20 DE JULHO DE 2018
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02/07/2018 | Fonte: CORREIO DO ESTADO

Família marca protesto em primeira audiência sobre morte de musicista

Quase um ano depois, o réu confesso, Luís Alberto Barbosa Bastos, irá prestar depoimento ao juri
Manifestação realizado no ano passado em decorrência do assassinato de Mayara - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A família de Mayara Amaral, assassinada no dia 25 de julho de 2017, marcou protesto para às 12h desta segunda-feira, em frente ao Tribunal do Júri de Campo Grande, onde ocorrerá a primeira audiência sobre o caso. A previsão é ouvir nove pessoas, entre elas, o réu confesso, Luís Alberto Barbosa Bastos.

Mayara tinha 27 anos e foi morta a golpes de martelo em um motel da Capital. Depois seu corpo foi levado para uma estrada vicinal, na região do Inferninho, na saída para Rochedo, onde foi carbonizado. A audiência está marcada para às 14h, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, localizado na Rua da Paz, nº 14.

No convite do protesto, disseminado pelas redes sociais, a família pede justiça. “Levem cartazes se puderem, precisamos de muita força nesse momento”.

FEMINICÍDIO

A morte de Mayara Amaral foi marcada por polêmicas devido a tipificação do crime por parte das autoridades. A Polícia Civil entendeu o crime como latrocínio, roubo seguido de morte, pois Luis havia tentando negociar a venda do carro da vítima por R$ 1 mil. Esta também foi a interpretação final do Ministério Público Estadual (MPE). Em maio, os desembargadores da 1º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidiu por unanimidade que o crime seria julgado como homicídio.

A família reivindicou que os responsáveis pela investigação considerassem a hipótese de feminicídio. O caso teve grande repercussão nas redes sociais e motivou a realização de mobilizações em todo o País contra a violência contra a mulher.

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